Poupança é o único investimento seguro?

A Poupança representa 44% das aplicações dos brasileiros, sendo de longe o investimento mais comum, contudo, não é a melhor alternativa.

Popular por ser um investimento de fácil acesso e seguro, pois tem a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito em até R$ 70 mil reais por CPF e por instituição.

É importante salientar que a poupança só terá rendimento na data do aniversário da aplicação, quando esta completa 1 mês, assim, se por acaso houver o resgate antes do aniversário, a poupança não terá nenhum rendimento.

A poupança já não era um investimento muito rentável, agora com mais uma baixa da Selic, está rendendo ainda menos.  Entenda o que mudou na Poupança.

Há alternativas mais rentáveis que a poupança e com a mesma segurança, uma delas é o CDB – Certificado de Depósito Interbancário, que são depósitos utilizados como mecanismo para a captação de recursosdos bancos comerciais, que também tem a mesma garantia do FGC, assim como a Poupança e a LCI – Letra de Crédito Imobiliário (explicaremos melhor a seguir). 

A rentabilidade do CDB irá variar de banco para banco e o prazo pode ser diário, de 30 (como na poupança), 180, 360 ou 720 dias, sendo que os mais comuns são os pós-fixados que remuneram um percentual do CDI.

No CDB há incidência de IR sobre o rendimento e, para aplicações resgatadas em menos de 30 dias, há cobrança de IOF – Imposto Sobre Operações Financeiras (trata-se de uma tabela decrescente em função do prazo, ou seja, quanto mais tempo o investidor deixar o dinheiro aplicado, menos IOF ele vai pagar e, a partir de 30 dias de aplicação, o imposto deixa de ser cobrado).

Apesar da incidência do IR os CDB's, em geral, rendem mais do que a Poupança, principalmente se o investidor aproveitar da garantia do FGC e aplicar em bancos menores, que costumam pagar de 103% a 105% do CDI, que após o desconto do IR de 22,5% (para aplicações até 180 dias), resulta emuma taxa líquida de 79,82% do CDI e 81,37% do CDI, respectivamente.

Outra aplicação pouco difundida é a LCI – Letra de Crédito Imobiliária, emitida pelos bancos para financiar o setor imobiliário, que tambémtem a garantia do FGC e alienação fiduciária do imóvel.

A liquidez da LCI, em geral, costuma ser de 90 a 720 dias e não há  incidência de IR, assim como a poupança. A rentabilidade da LCI, normalmente, é um percentual do CDI, que varia conforme o banco emissor e o prazo. Atualmente, é possível encontrar LCI's que rendem uma taxa líquida em torno de 92% a 95% do CDI. 

Em resumo:

Poupança – risco baixo, garantia do FGC, isenta de IR e o retorno esperado de 70% da SELIC  + TR.

CDB – risco baixo, garantia do FGC, tem incidência de IR e o retorno depende do percentual contratado que varia de uma taxa bruta (antes do IR) de 90% a 105% do CDI.

LCI – risco baixo, garantia do FGC, isento de IR e retorno depende do percentual contratado que varia de uma taxa líquida de 88% a 95% do CDI.

* o CDI costuma acompanhar de perto a taxa SELIC.

 

Abaixo, segue simulação de aplicação de R$ 10 mil reais na Poupança, LCI e CDB no período de um ano, de junho de 2011 a junho 2012. 

Notem a grande diferença na rentabilidade de investimentos com características e garantias muito semelhantes. É preciso buscar conhecimento e se organizar para não deixar de ganhar dinheiro por conta da comodidade da Poupança.

 

Carollyne Mariano; economista e sócia da Atlas Invest.
Perguntas e sugestões: carollyne.mariano@atlasinvest.com.br
www.atlasinvest.com.br

Organize-se e utilize os juros compostos a seu favor

Os juros compostos podem ser seu grande aliado na busca pela independência financeira. Vimos no artigo “Juros simples e juros compostos, entenda a enorme diferença” (link), a diferença entre os juros simples e os juros compostos, observando o efeito multiplicador dos juros compostos ou ainda o efeito bola de neve como muitos gostam de chamar, pois como os juros sempre se incorporam no valor principal, este vai aumentando e quanto maior, mais juros renderá.

No dia a dia é possível observar, entre os diferentes tipos de investimento, o efeito dos juros simples e dos juros compostos.

Quando o investidor compra um imóvel para alugar e todo mês recebe o mesmo valor pelo aluguel, está observando a rentabilidade com características de juros simples, pois todos os meses o valor recebido pelo investimento será igual. O mesmo ocorre com os investimentos em produtos do mercado financeiro se o investidor resgatar todos os meses a rentabilidade, pois como o investidor não permite que o capital principal aumente, a rentabilidade sempre será referente ao valor principal inicial. Assim se o investidor investe R$ 100.000,00 e recebe R$ 500,00 (0,5%) ao mês, durante 10 anos, ao final de 10 anos ele terá recebido R$ 60.000,00 de rentabilidade.

Por outro lado, se o investidor buscar potencializar os seus investimentos e obter o efeito dos juros compostos, basta aumentar o valor principal investido reaplicando o rendimento, assim, se o investidor aplicar R$ 100.000,00 em título público, com rendimento de 0,5% ao mês, no primeiro mês a aplicação renderá R$ 500,00, e como o investidor não resgatará nada, no segundo mês o investimento renderá 0,5% sobre o valor inicial mais os juros (R$ 100.500,00), ou seja, R$ 502,50 e assim sucessivamente. Mês a mês o montante vai aumentando e, consequentemente, os juros também e ao final de 10 anos o investidor terá recebido R$ 81.939,00 e não apenas R$ 60.000,00.

Logo, é possível observar que a diferença depois de 10 anos é de R$ 21.939,00 reais, aproximadamente 36,5% a mais. Observando o quadro abaixo, é possível verificar a evolução e comparar a rentabilidade desses dois tipos de investimentos.

 

Carollyne Mariano; economista e sócia da Atlas Invest.
   Perguntas e sugestões: carollyne.mariano@atlasinvest.com.br
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Saiba como sair do vermelho no Cartão de Crédito

Quem de nós nunca abriu uma fatura de cartão de crédito e se chocou? Quem de nós alguma vez não comprou determinado produto por causa das pequenas parcelinhas, que muitas vezes são as responsáveis por uma fatura de cartão de crédito assustadora que, pela facilidade ou indução, nos leva a optar por parcelar ou pagar apenas o mínimo da fatura, utilizando do fácil crédito rotativo do cartão, a juros altíssimos.

Certo dia, próximo ao vencimento do meu cartão de crédito, uma funcionária da empresa de cartões entrou em contato comigo perguntando se eu queria parcelar a fatura a juros “baixíssimos” e, mesmo eu dizendo que não tinha interesse, ela insistia com o argumento de que eu poderia usar esse recurso para outras coisas, como viajar, comprar presentes etc.

Fiquei chocada com a proposta que ela me fez, pois se eu fosse uma pessoa leiga, muito provavelmenteiria cair na conversa da funcionária e me prejudicar, achando que não tinha diferença, quando tem e muita.

Atualmente, 30% das dificuldades financeiras dos brasileiros estão relacionadas como cartão de crédito, o que é muito preocupante, pois os juros cobrados giram em torno de 11% ao mês ou  238% ao ano, em média, os mais altos do mercado financeiro.

Mas como podemos nos livrar dos juros avassaladores do crédito rotativo?

Uma saída para quem está endividado com o cartão de crédito é trocar essa dívida a juros altíssimos por outra a juros menores. Recentemente, houve uma grande redução dos juros cobrados pelos bancos para estimular o consumo e diminuir o endividamento das famílias, colocando em patamares mais baixos os juros do empréstimo pessoal oferecido, que giram em torno de  1,8% ao mês.

Para se ter uma idéia do que isso significa,vale analisar a simulação abaixo, tomando como base uma dívida de R$ 4.000,00, por 6 meses no cartão de crédito com taxa de 11% a.m. e a mesma dívida por 6 meses no empréstimo pessoal com taxa de 1,8% a.m.

Note a expressiva diferença entre as duas dívidas e que, com um pouquinho de organização e atenção, utilizando o empréstimo pessoal oferecido pelos bancos, a juros significativamente menores, em apenas 6 meses é possível ter uma economia de R$ 3.029,75.

O cartão de crédito deve ser utilizado como ferramenta de pagamento e jamais como linha de crédito. Entender a diferença das taxas de juros é essencial para sair do vermelho.

 

Carollyne Mariano para a OZ!, economista e sócia da Atlas Invest.
www.atlasinvest.com.br

 


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O fermento dos juros compostos

Um bom ponto de partida para entender os juros é considerar que a possibilidade de usar o dinheiro tem um valor. Por isso, quem dinheiro emprestado exige uma compensação, um preço, que é chamado de juros. Assim como quem precisa usar uma casa concorda em pagar o aluguel, quem precisa de dinheiro concorda em pagar os juros.

Em matéria de juros é importante estar atento não para a sua taxa, mas também quanto à fórmula de cálculo, que influencia bastante o resultado, conforme se considere os juros sendo incorporados na dívida ou não, fórmulas conhecidas como de juros compostos e de juros simples.

O cálculo de juros simples deve ser utilizado nas situações em que os juros são pagos a cada vencimento. O devedor continua devendo o chamado principal. Como o principal é sempre o mesmo, o resultado dos juros também é sempre igual.

O cálculo de juros compostos se aplica nas hipóteses em que se considera que os juros, ao invés de serem pagos a cada período, são retidos pelo devedor. Como nesse contexto os juros são uma soma de dinheiro, o seu não pagamento equivale ao aumento do valor emprestado, dessa forma, no período seguinte os juros serão maiores porque o valor emprestado será maior.

Para exemplificar as fórmulas de cálculo e as conseqüências de sua aplicação inadequada, sugerimos o exemplo de uma pessoa que tem um crédito para receber em uma ação judicial de R$ 100.000,00 e, não podendo mais esperar pela Justiça, pede um empréstimo no banco com a mesma taxa de juros aplicada no judiciário, de 12% ao ano (sabemos que as taxas bancárias, na realidade, são muito maiores).

Ao calcular os juros do valor devido na Justiça, a fórmula utilizada na maioria dos casos, por incrível que pareça, é a dos juros simples, que é inadequada nesse caso porque os juros devidos a cada período vencido não são pagos e vão se acumulando. Se a cada período o devedor pagasse os juros, aí sim, a fórmula correta seria a de juros simples.

O cálculo do aumento da dívida judicial com juros após 10 anos pela fórmula dos juros simples fica assim:

 

 

Valor:  100.000 = C

Juros: 12% ao ano = 0,12 = i

Prazo: 10 anos = t

 

Juros simples = C i t

Juros simples = 100.000 x 0,12 x 10

Juros simples = 120.000

 

Total da dívida= valor principal + juros

Total da dívida= 100.000 + 120.000

Total da dívida= 220.000

 

Como se vê, após 10 anos a juros simples de 12% ao ano, o valor do crédito será de R$ 220.000,00.

Recebido este valor no Judiciário, a pessoa que pegou o empréstimo no banco decide então quitar a sua dívida e vai perceber a diferença, que é bem desagradável.

Considerando o contrato mais comum de empréstimo bancário, a fórmula de cálculo adequada é a de juros compostos, já que consideramos que os juros não foram sendo pagos a cada ano e, por isso, a dívida foi crescendo ao longo do período.

Vejamos qual será o valor final a ser pago ao banco pelo empréstimo dos mesmos R$ 100.000,00, dez anos depois, à mesma taxa de 12% ao ano:

 

Valor:  100.000 = C

Juros:12% ao ano = 0,12 = i

Prazo: 10 anos = t

 

Juros Compostos = C – C (1+ i )t

Juros Compostos = 100.000 – 100.000 (1,12)10

Juros Compostos = 210.584

 

Total da dívida =valor principal + juros

Total da dívida =100.000 + 210.584

Total da dívida =310.584

 

Surpresa!!! A dívida no banco é aproximadamente 40% maior que o valor recebido na Justiça. Assim, ainda que tenha feito o empréstimo no mesmo valor do crédito na Justiça e com a mesma taxa de juros, o crédito judicial não será suficiente para quitar a dívida feita com o banco, por causa da diferença de cálculo. A juros simples o total do crédito depois de 10 anos foi de R$ 220.000,00, já o valor do empréstimo a juros compostos foi de R$ 310.584,00.

Abaixo segue um gráfico ilustrativo para facilitar a comparação entre os cálculos de juros simples e os juros compostos, aplicada a mesma taxa.

A boa notícia, para quem consegue guardar algum dinheiro, é que nos investimentos em que os juros vencidos não são resgatados, estes se incorporam ao valor investido e o rendimento é calculado pela fórmula dos juros compostos, consequentemente o saldo crescerá de forma exponencial.

 

Carollyne Mariano para a OZ!, economista e sócia da Atlas Invest.
www.atlasinvest.com.br

 


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Quanto é dever muito? Como calcular o limite de endividamento

Algumas pessoas não dormem à noite se tiverem uma dívida de mil reais.
Mas também é certo que, algumas pessoas com uma dívida de 50 mil reais conseguem dormir a noite toda com soninho de bebê.

Frequentemente as pessoas me perguntam: quanto é dever muito? Como saber se estou devendo além do limite? Ou ainda, como posso estabelecer um limite para o endividamento?

Para responder estas questões criei um cálculo simples que chamo de Nível de Endividamento Pessoal.
Para calcular o seu, basta dividir o montante total das suas dívidas pela renda mensal. Vamos a um exemplo: Pedro ganha R$ 1.000,00 de salário e tem dívidas com a financeira do carro, esta utilizando o limite do cheque especial, tem crediário em 2 lojas e deve um dinheiro para o cunhado.

Os números são: Financiamento do Carro = faltam 12 parcelas de 350,00 = R$ 4.200,00(12×350 = 4.200)
Limite do Cheque Especial = R$ 600,00
Empréstimo com parentes:R$ 400 Dívida
Total = R$ 5.200,00 / salario = R$ 1000,00 resultado é 5,2

Fazendo este cálculo com os seus números você terá como resultado o seu próprio nível de endividamento. Agora com o resultado em mãos, compare com o parâmetro oferecido a seguir:

de 0 a 1 = postura ideal, baixo endividamento;
de 1 a 5 = dívida suportável
Acima de 5 = preocupante, dívida que gera alta despesa financeira.

Mas alguém pode questionar: qual é o problema? Eu tenho um nível de endividamento pessoal maior do que 5 e não estou com prestações em atraso nem qualquer outro problema de crédito. Para atender este questinamento informo que o problema está na despesa financeira. A dívida traz consigo uma nova despesa para pesar no orçamento: o pagamento de juros.

Imagine que uma pessoa com salário de 1 mil reais tenha uma dívida de 5 mil reais. Com a taxa de juros média ao consumidor em torno de 4,5% ao mês, ele estará pagando R$ 225,00 por mês apenas de juros. Você acha que é muito? Eu acredito que sim pois não se trata de amortização da dívida, mas apenas a remuneração do dinheiro que ele tomou emprestado. Além das despesas normais da vida (aluguel, água, luz, telefone) ele agora tem um novo item no orçamento: despesa financeira ou o pagamento de juros, que neste caso representaria 22,5% da renda desta pessoa.

Assim, caso sua dívida esteja acima deste patamar, procure organizar sua vida financeira de forma que o pagamento da dívida se torne prioridade e com isto você retire do orçamento uma despesa indesejada e inútil: a despesa financeira.

Um abraço e sucesso financeiro pra você.

Prof. Samuel Marques

 


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Economize! Dicas de como reduzir as despesas

momentos em que nos vemos com a necessidade de “apertar o cinto”, e é justo nessas horas que percebemos a dificuldade de controlar certos impulsos e gastos do nosso dia-a-dia. Por isso fizemos uma lista com algumas dicas importantes para a hora em que é preciso fazer o seu dinheiro durar mais.

Considerando que cada um de nós tem estilos e ritmos diferentes de vida, escolha apenas aquelas dicas que se apliquem a você, pois apesar do esforço ser necessário, ninguém precisa fazer sacrifícios impossíveis para economizar.

Dicas Gerais

1. Se achar um item de necessidade constante em oferta ou por um preço excelente e tem local para estocar o produto, compre uma boa quantidade.
2. Procure ofertas em saldões/liquidações de lojas, outlets e lojas da fábrica.
3. Evite compras por impulso (não planejadas).
4. Evite parcelamentos longos, preferindo descontos à vista ou poucas parcelas.
5. Antes de comprar algo, pesquise junto a colegas ou familiares que têm e utilizam o produto.
6. Antecipe necessidades de datas temáticas, como Natal, Dia das Mães etc., e compre na baixa dos preços.
7. Guarde garantias e recibos para o caso de um produto precisar de reparos e ainda estar coberto pelo fabricante.

Roupas

1. Compre roupas que possam ser usadas em diversas ocasiões.
2. Estabeleça um esquema básico de cores para seu guarda-roupa, para aumentar as possibilidades de combinação.
3. Faça uma lista de suas prioridades de vestuário.
4. Pense no teste do tempo: avalie a costura, tecido, botões, zíperes, e compre itens que durem.
5. Evite trocar todo o guarda-roupa de uma vez: além de concentrar seus gastos desnecessariamente no mês, você provavelmente vai desgastar todas as peças ao mesmo tempo.
6. Leia as etiquetas das roupas e antecipe possíveis gastos com tratamentos ou lavagens especiais exigidos pela peça.
7. Procure peças complementares ou acessórios para incrementar seu guarda-roupa, sem necessariamente mudá-lo.

Comida

1. Não faça compras quando estiver doente, com fome, deprimido ou aborrecido.
2. As marcas próprias de supermercado têm uma vantagem de custo e de qualidade, uma vez que são fabricadas pelos seus principais fornecedores.
3. Evite levar crianças às compras com você: boa parte da compra de itens supérfluos vem delas.
4. Evite lojas de conveniência: elas servem somente para emergências, e ainda assim, existem supermercados 24 horas disponíveis em boa quantidade.
5. Não torne almoçar e jantar fora uma rotina: faça você mesmo suas refeições em casa e guarde restaurantes para ocasiões especiais ou necessidades de última hora.
6. Fique de olho nos cadernos de oferta dos principais supermercados (encartados em jornais, entregues na sua casa…); compare e aproveite ofertas se você sabe que vai ter necessidade daquele produto.
7. Planeje seu cardápio antes de fazer compras.

Casa

1. Cheque sua mobília, aquecedor, ar condicionado e outros itens da casa, e antecipe necessidades como troca de filtros, lubrificação e outros; é melhor arcar com manutenção que com a compra de novo produto.
2. Tente poupar uma pequena quantia por mês, que será destinada a consertos da casa quando necessários.
3. Ao fazer a pintura da casa, considere a possibilidade de fazê-la você mesmo. Se você fizer a pintura em períodos regulares e não muito distantes, você reduz a dificuldade da tarefa e a necessidade de contratar um pintor.
4. Não se esqueça de checar mensalmente calhas, portas, piso, azulejos, carpete, janelas etc.; é mais fácil fazer pequenos investimentos em manutenções periódicas do que um grande investimento para emergências.
5. Ao contratar um serviço de pedreiro, pintor, eletricista e afins tente fazer você a compra de material, de acordo com as especificações do profissional: assim, você tem chance de pesquisar e economizar na matéria-prima.
6. Tente sempre fazer os serviços da casa com o mesmo profissional: isso facilita futuras negociações de valor e parcelamento do serviço.
7. Tente agendar regularmente a visita de um eletricista e encanador (de confiança) para avaliar sua casa: como canos e fios elétricos não estão à vista, acabamos esquecendo deles até que eles dêem problema, e conseqüentemente grandes gastos.

Mobília

1. Faça sempre um plano antes de comprar, definindo quais as necessidades daquele espaço, ao invés de comprar antes e ir arrumando depois.
2. Prefira estilos clássicos de mobília, que não ficarão desatualizados tão rapidamente quanto estilos modernos.
3. Cheque a qualidade, não apenas a beleza do móvel.
4. Sobre o móvel, pergunte-se: como posso limpar? Quanto tempo vai levar para deteriorar? Vai quebrar fácil? Pode ser consertado? O tecido vai se desgastar em quanto tempo? Os padrões ou listras combinam com o resto do meu espaço?
5. Mantenha seus móveis polidos e limpos, para manterem o aspecto de novo e demorarem mais para depreciar.
6. Capas de sofá podem ser trocadas sem a necessidade da troca do móvel. Experimente combinações novas de tecido quando a capa mostrar desgaste.
7. Aproveite feiras e lojas de móveis antigos, que guardam grandes ofertas.

Eletrodomésticos

1. Sempre que possível, compre eletrodomésticos com mais de um uso, como liquidificadores multiuso.
2. Sempre descubra se o preço anunciado inclui entrega, instalação e outros custos que podem estar associados ao uso e colocação do produto.
3. Compare o consumo de diferentes marcas de chuveiro elétrico, máquinas de lavar prato e roupa e outros.
4. Cheque sempre seu freezer e geladeira, principalmente nas portas; se uma nota de R$1 conseguir deslizar pela porta fechada, o isolamento não está funcionando mais, e precisa ser trocado.
5. Evite deixar eletrodomésticos ligados quando não precisa deles.
6. Não esfrie o freezer ou geladeira mais que o necessário; além de consumir energia, pode lhe dar o trabalho de descongelar tudo depois.
7. Pergunte-se: qual o tempo de garantia? Ela pode ser estendida a um preço razoável? Estas perguntas evitam custos altos de manutenção no futuro.

Entretenimento
1. Aproveite ao máximo os descontos para filmes e espetáculos oferecidos por seu provedor de Internet, pelo jornal que você assina, por sua operadora de cartão de crédito e afins.
2. Algumas vezes, uma reunião em casa e mais descontraída e econômica que uma noite no restaurante.
3. Jornais sempre anunciam eventos gratuitos, como concertos, filmes, peças. Programe-se.
4. Assine as revistas que você lê regularmente e economize em cima do valor de banca.
5. Alugar filmes custa quase 50% menos do que vê-los no cinema.
6. Promova churrascos e festas comunitárias, com amigos e família contribuindo.
7. Aproveite dias de desconto em cinemas e eventos esportivos.

Telefone
1. Examine mensalmente sua conta de telefone para detectar possíveis erros na cobrança, que são mais comuns do que parece.
2. Aproveite pacotes de operadoras, assim como linhas econômicas, que oferecem valores menores de assinatura e restrições a ligações de alto custo.
3. Prefira fazer ligações DDD ou DDI em horários de preço reduzido.
4. Planeje suas ligações de longa distância antes de fazê-las. Salve tempo e dinheiro sendo mais direto.
5. Antes de fazer uma ligação de longa distância, pense: não existe outra maneira de me comunicar com esta pessoa ou empresa sem ser o telefone? Com os recursos de Internet disponíveis hoje em dia, muitas pessoas têm acesso a comunicadores instantâneos ou e-mail, que servem quase tão bem quanto o telefone.
6. Evite fazer a primeira ligação para celular. Tente localizar a pessoa em um telefone fixo e deixe recado, usando o celular apenas para urgências.
7. Cuidado com as promoções de companhias telefônicas: você precisa mesmo de um detector de chamadas, mesmo que o aparelho saia de graça? O custo da assinatura às vezes torna o serviço caro demais para a pouca necessidade.

Carro
1. Elimine do seu carro todo o peso desnecessário, pois ele só aumenta o consumo; leve carga somente quando necessário.
2. Se o carro puder ser substituído por transporte público ou uma caminhada, faça-o.
3. Fique sempre alerta ao consumo de combustível para antecipar problemas.
4. Faça todas as revisões periódicas de seu carro, e poupe o dinheiro de grandes consertos, amortizando-o em pequenos.
5. Ao comprar um carro, cheque o consumo de combustível e aditivos; muitas revistas de carro publicam avaliações completas, especialmente no quesito economia.
6. Fique atento às oportunidades e compre óleo em promoções; não espere a necessidade aparecer.
7. Mantenha seu carro sempre limpo e encerado, evitando assim a ferrugem.

Seguros
1. Cheque sempre mais de uma seguradora e mais de um corretor; diferentes corretores têm diferentes vantagens em diferentes seguradoras.
2. Pague sempre as parcelas em dia para evitar problemas quando precisar acionar o seguro.
3. Atenção às coberturas: muitas vezes um preço atraente esconde armadilhas na proposta.
4. Evite acúmulos de lixo, papéis e inflamáveis em casa.
5. Invista em alarmes e trancas para casa e carro; o custo gerado por sinistro é maior que esses investimentos.
6. Os serviços gratuitos da seguradora são realmente gratuitos; cuidado com cobranças indevidas de profissionais terceirizados.
7. Mantenha extintores em locais de fácil acesso e sempre em ordem.

 


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Por que controlar suas finanças?

Você faz muito esforço para obter dinheiro, e nos dias de hoje o que ganhamos parece desaparecer muito rapidamente. Portanto, se você quer tomar as rédeas e controlar suas finanças ao invés de ser controlado por elas, você precisa se organizar.

O controle de suas finanças não vai te fazer ganhar dinheiro, ou dizer qual o melhor investimento, mas sim lhe ajudá-lo a melhorar a utilização do seu dinheiro, te permitindo gastar com coisas que realmente gosta e cortar gastos em tuas obrigações. O controle financeiro te permite saber para onde vai teu dinheiro, e como fazê-lo ir para os lugares onde você gostaria que ele estivesse.

Apesar de muitas pessoas acharem que têm completo controle sobre suas finanças, elas falham em responder perguntas simples, como: quanto você gasta por mês? Quanto você tem de dívidas? Onde você aplica seu dinheiro? Para alguns, a solução para organização financeira é obter mais dinheiro, ignorando os prejuízos causados por administrar quantias maiores que as administradas no presente. Um controle bem executado permite que você faça mais com o seu dinheiro, com regras e passos simples.

O mais importante em um controle eficiente é nunca confiar na memória. Primeiro, porque nossa memória sempre se fixa nas grandes despesas mensais, e ignora as menores despesas diárias, que em alguns casos consistem em boa parte do nosso gasto mensal. Segundo, porque ver as despesas ordenadas no papel, em uma planilha ou em um programa garante rapidez no gerenciamento destas e uma melhor visão de sua vida financeira no dia, na semana, no mês ou até mesmo no ano.

Um controle financeiro eficiente pode ser facilmente dividido em 3 grandes etapas:

1. Descubra onde você está financeiramente;
2. Monte um arquivo simples para seus comprovantes, para que você possa rastrear seus gastos.
3. Decida suas prioridades: comprar uma casa? Um carro? Fazer uma viagem? Investir na sua evolução profissional, com um MBA ou pós-graduação?
 Muitos controles falham por falta de objetivos claros. Sem propósitos, não temos controle. Um ditado antigo enuncia “muita infelicidade é causada por abrir mão do que você mais quer em troca do que você quer no momento”. Portanto, não é errado dizer que com um controle financeiro eficiente, você irá:

* Apreciar o prazer de escolher e comprar o que gosta;
* Apreciar cada centavo obtido no mês;
* Substituir o impulso por gastos lógicos, planejados;
* Olhar para o futuro e prever despesas e gastos obrigatoriamente exagerados;
* Trabalhar nas suas metas de vida ao mesmo tempo em que ajusta suas finanças a elas;
* Controlar o dinheiro, ao invés de ser controlado por ele;
* Tirar vantagem de verdadeiras pechinchas;
* Comprar cuidadosamente e não se arrepender depois;
* Acima de tudo, criar expectativas realistas, que criam tranqüilidade e esperança.

 


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Como reduzir as despesas

Em alguns momentos, somos obrigados a administrar crises em nosso orçamento. Seja por emergências, por imprevistos ou por falta de um controle mais intenso de contas, o problema existe e deve ser administrado da melhor maneira possível. Aqui, você encontra artigos e dicas para superar os momentos difíceis, com esforços simples e eficientes.

 

 


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