Organize sua vida financeira. 10 regras para não entrar numa fria.

Quando falamos de dinheiro existem coisas certas e coisas erradas. Não é questão de opinião.Ou você gosta de dinheiro e faz a coisa certa, ou assume condutas erradas provando que a preservação do dinheiro não é uma prioridade pra você.

Quer ver alguns exemplos? Gastar menos do que ganha é certo. Informar a senha do cartão para um estranho é errado. Regras como estas são válidas em todo o mundo, qualquer que seja a língua, cultura ou país.

Neste contexto, qualquer pessoa que deseja ter uma vida financeiramente organizada precisa aprender a dizer não. Aqueles que dizem sim pra tudo quando o assunto é dinheiro, logo estarão sem dinheiro.

Para facilitar a vida de quem gosta de dinheiro eu costumo recomendar A Lista do Nunca. Esta lista contém um grupo de dez coisas que você NUNCA deve fazer e que se comprovaram de grande utilidade na vida das pessoas.

Espero que sejam valiosas também para você e sua família. Veja :

1. Nunca emprestar o seu nome para que outra pessoa financie um bem. Afinal, se ela não pagar, você é que será cobrado;

2. Nunca empreste uma folha de cheque, nem tomar emprestado. Emprestar um cheque é o mesmo que emprestar o dinheiro

3. Nunca peça adiantamentos de salário, benefícios ou restituição de impostos. Viva com o salário do mês, poupe as verbas extras.

4. Nunca conte com recursos que não foram confirmados. É melhor não comprometer o dinheiro que você nem recebeu ainda.

5. Nunca tome dinheiro emprestado da mão de agiota. Geralmente os métodos de cobrança utilizados por eles não são pacíficos.

6. Nunca seja fiador de outra pessoa. Na prática, os credores vão cobrar a dívida primeiro do fiador, deixando devedor principal em segundo plano.

7. Nunca utilize o limite do cheque especial. Se não tiver outra saída, prefira um empréstimo pessoal, pois a taxa é sempre mais baixa.

8. Nunca utilize o crédito rotativo do cartão de crédito. Pagar o mínimo da fatura significa que você está tomando emprestado o restante. E as taxas deste tipo de crédito são as maiores do mercado.

9. Nunca atrase as contas básicas da casa: aluguel, água, luz, telefone. Já pensou se forem cortadas?

10. Nunca financie um bem que custe menos do que o seu salário mensal. Com certeza você pode juntar este dinheiro, pagar à vista e com desconto.

 

Além destes, você pode ter outros que a sua experiência já demonstrou serem úteis. Assim você vai ampliar a sua lista colocando coisas do tipo:

Nunca emprestar dinheiro ao meu primo.  Pois ele não pagou da última vez.

Recomendo que você faça um acordo com a esposa/marido de que nunca farão nada disto. Cole esta lista em lugar visível e quando alguém pedir que você assuma uma destas condutas responda simplesmente:

– Não. Esta atitude simples pode elevar bastante o seu nível de organização financeira.

 

Grande abraço, 

 

Prof. Samuel Marques

Palestrante e Coach Financeiro

Como ganhar da poupança

No artigo anterior mostramos duas opções de investimentos que possuem características muito semelhantes à poupança, sendo a principal delas a garantia do FGCFundo Garantidor de Crédito. Mas como fazer para investir nessas opções?

duas formas de ganhar da poupança, a primeira opção é abrindo uma conta no banco que distribui esses tipos de produtos, nesse caso, o ideal para obter retornos maiores, seria abrir várias contas em bancos médios e pequenos para aproveitar a garantia do FGC, que garante as aplicações até R$ 70 mil, por instituição e por CPF.

A segunda forma de acesso é através das Corretoras de Valores, que se espelharam nos Estados Unidos e trouxeram para o Brasil o conceito de Shopping Center Financeiro, que nada mais é do que uma plataforma aberta de investimentos, onde é possível aplicar em Ações, Títulos do Tesouro Nacional, LCI’s, CDB’s e Fundos de Investimentos de diversas instituições, através de uma única conta.

Outro grande benefício para quem investe através de uma corretora é a possibilidade de efetuar aplicações iniciais em torno de R$ 1.000,00, valor considerado pequeno quando comparado com as aplicações mínimas exigidas pelos bancos, que costumam ser bem maiores. Por conta do grande número de clientes, as Corretoras possuem “poder de barganha” para negociar com os bancos os melhores produtos, com as melhores taxas e depois distribuir para os seus clientes, confirmado o ditado de que a união faz a força.

É importante destacar, que o papel das Corretoras de Valores é de intermediar a compra e venda de títulos financeiros, elas não exercem a função de um Banco Comercial, ou seja, não possuem cartões, cheques e nem efetuam empréstimos.

 

Carollyne Mariano; economista e sócia da Atlas Invest.
Perguntas e sugestões: carollyne.mariano@atlasinvest.com.br
www.atlasinvest.com.br

 


Esta matéria pode ser publicada gratuitamente em seu site, jornal, revista ou newsletter, desde que citada a fonte: www.organizesuavida.com.br. Se desejar publicar artigos e informações exclusivas entre em contato.”

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Seu casamento com as finanças em dia

No clima de olimpíadas, relacionamos dicas práticas de ouro, prata e bronze para realizar uma bela cerimônia de casamento sem estourar o orçamento da mais nova família.

O filho adolescente faz a pergunta cheio de curiosidade:

Pai, quanto custa um casamento?

O pai responde com certa ironia:

Não sei meu filho, estou pagando até hoje

A piada bastante conhecida entre os profissionais de finanças, ilustra as dificuldades de se calcular exatamente o custo de uma cerimônia de casamento. Visite uma feira do setor e você verá que existem opções de casamento pra todos os bolsos.

Detalhes do evento podem custar bem caro, como violinistas ao vivo, uma réplica de castelo medieval como local do evento, limusine para levar a noiva, véu e grinalda com luzes que acendem quando os noivos se beijam e muitos outras possibilidades.

Se você está pensando em se casar aqui vai a dica que vale ouro: antes de pensar em qualquer aspecto do evento, defina quanto quer gastar.

Um erro financeiro comum em nossa cultura é sair às compras sem ter clarona mente de cada envolvido – um limite de orçamento.

Sem uma conversa anterior do casal para saber o valor exato que desejam gastar, ficará difícil recusar os violinos. Afinal, são tão lindos e os músicos tão bem vestidos. A contratação ou não de um item pode gerar desentendimentos que, todos concordamos, não será nada produtivo ao jovem casal.

Assim, o primeiro passo é definir o valor a ser investido na cerimônia, festa ou recepção dos convidados. Se dentro deste valor é possível incluir uma novidade ótimo. Se não for, será descartado sem maiores discussões.

Depois da regra de ouro vem a regra de prata: contrate tudo com muita antecedência. Esta dica tem uma estreita ligação com o planejamento do evento. Desde os tempos da Bíblia, os noivos não calculam bem as quantidades. Neste caso, faltou vinho na festa e Jesus Cristo precisou fazer o seu primeiro milagre.

Caso você não tenha um convidado capaz de transformar água em vinho é melhor conversar muito com quem tem experiência no ramo, consultar duas ou três empresas para cada item e certificar-se da capacidade deles em entregar eventos com qualidade.

Se você optar por uma produção caseira, contando com amigos e familiares, o cuidado deve ser redobrado ao checar os detalhes de decoração, alimentos, bebidas, cerimonial e outros.

A regra de bronze é ter muita calma na hora de fazer as comprar para a nova residência. Você pode comprar o básico e depois adquirir novos itens conforme a necessidade vai surgindo.

Faça uma lista de presentes para os convidados e deixe nas lojas que disponibilizam o serviço pela internet. Facilita a vida de todos principalmente dos convidados que não precisam passar muito tempo escolhendo o presente, nem ficar na dúvida sobre o quanto ele vai agradar o casal ou não.

Depois disto, você verifica o que não ganhou e compra. Ah! Este cuidado também evita que você ganhe vários itens repetidos. Não é fácil decidir o que fazer com 5 panelas de pressão.

Agora que passamos por todas as dicas, vamos reunir o pódium pra relembrar:

Dica de ouro: defina o valor que será investido na sua festa;

Dica de prata: contrate tudo com antecedência;

Dica de bronze: tenha calma nas compras.

 

Tenho certeza que estes cuidados podem economizar um montante enorme de tempo e dinheiro do jovem casal.

 

 

Prof º Samuel Marques, advogado consultor em finanças pessoais e professor do curso “Organização Financeira” para OZ!

 


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Poupança é o único investimento seguro?

A Poupança representa 44% das aplicações dos brasileiros, sendo de longe o investimento mais comum, contudo, não é a melhor alternativa.

Popular por ser um investimento de fácil acesso e seguro, pois tem a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito em até R$ 70 mil reais por CPF e por instituição.

É importante salientar que a poupança só terá rendimento na data do aniversário da aplicação, quando esta completa 1 mês, assim, se por acaso houver o resgate antes do aniversário, a poupança não terá nenhum rendimento.

A poupança já não era um investimento muito rentável, agora com mais uma baixa da Selic, está rendendo ainda menos.  Entenda o que mudou na Poupança.

Há alternativas mais rentáveis que a poupança e com a mesma segurança, uma delas é o CDB – Certificado de Depósito Interbancário, que são depósitos utilizados como mecanismo para a captação de recursosdos bancos comerciais, que também tem a mesma garantia do FGC, assim como a Poupança e a LCI – Letra de Crédito Imobiliário (explicaremos melhor a seguir). 

A rentabilidade do CDB irá variar de banco para banco e o prazo pode ser diário, de 30 (como na poupança), 180, 360 ou 720 dias, sendo que os mais comuns são os pós-fixados que remuneram um percentual do CDI.

No CDB há incidência de IR sobre o rendimento e, para aplicações resgatadas em menos de 30 dias, há cobrança de IOF – Imposto Sobre Operações Financeiras (trata-se de uma tabela decrescente em função do prazo, ou seja, quanto mais tempo o investidor deixar o dinheiro aplicado, menos IOF ele vai pagar e, a partir de 30 dias de aplicação, o imposto deixa de ser cobrado).

Apesar da incidência do IR os CDB's, em geral, rendem mais do que a Poupança, principalmente se o investidor aproveitar da garantia do FGC e aplicar em bancos menores, que costumam pagar de 103% a 105% do CDI, que após o desconto do IR de 22,5% (para aplicações até 180 dias), resulta emuma taxa líquida de 79,82% do CDI e 81,37% do CDI, respectivamente.

Outra aplicação pouco difundida é a LCI – Letra de Crédito Imobiliária, emitida pelos bancos para financiar o setor imobiliário, que tambémtem a garantia do FGC e alienação fiduciária do imóvel.

A liquidez da LCI, em geral, costuma ser de 90 a 720 dias e não há  incidência de IR, assim como a poupança. A rentabilidade da LCI, normalmente, é um percentual do CDI, que varia conforme o banco emissor e o prazo. Atualmente, é possível encontrar LCI's que rendem uma taxa líquida em torno de 92% a 95% do CDI. 

Em resumo:

Poupança – risco baixo, garantia do FGC, isenta de IR e o retorno esperado de 70% da SELIC  + TR.

CDB – risco baixo, garantia do FGC, tem incidência de IR e o retorno depende do percentual contratado que varia de uma taxa bruta (antes do IR) de 90% a 105% do CDI.

LCI – risco baixo, garantia do FGC, isento de IR e retorno depende do percentual contratado que varia de uma taxa líquida de 88% a 95% do CDI.

* o CDI costuma acompanhar de perto a taxa SELIC.

 

Abaixo, segue simulação de aplicação de R$ 10 mil reais na Poupança, LCI e CDB no período de um ano, de junho de 2011 a junho 2012. 

Notem a grande diferença na rentabilidade de investimentos com características e garantias muito semelhantes. É preciso buscar conhecimento e se organizar para não deixar de ganhar dinheiro por conta da comodidade da Poupança.

 

Carollyne Mariano; economista e sócia da Atlas Invest.
Perguntas e sugestões: carollyne.mariano@atlasinvest.com.br
www.atlasinvest.com.br

Como utilizar melhor a restituição do imposto de renda

Pessoas organizadas separam o seu dinheiro conforme o uso. Um dinheiro é pra gastar, outro é pra guardar; dinheiro pra se divertir é diferente do dinheiro pra garantir uma renda no futuro.

Neste contexto a restituição do imposto de renda é um dinheiro que pode ser bem aproveitado para engordar as aplicações destinadas a um objetivo especifico.

Se você está guardando dinheiro para uma viagem, ou para trocar de carro, a restituição do IR pode ser um ótimo reforço para que você alcance este objetivo mais rápido.

É um dinheiro com o qual você não contava e pode contribuir com um projeto em andamento.

Por outro lado, se você antecipou os valores da restituição com o seu banco, espero que tenha sido bem utilizado pois agora este dinheiro tem outro dono

Mas não desanime. Ano que vem, tente não antecipar os valores e programe um uso bem interessante no momento da restituição.

 

Prof º Samuel Marques, advogado consultor em finanças pessoais e professor do curso “Organização Financeira” para OZ!

 


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Como economizar na viagem de férias

Muita gente viaja no mês de Julho e são muitas as razões. Quem tem filhos talvez tenha planejado as férias do trabalho para esta época pensando em viajar juntos. Outros estão pensando no verão do hemisfério norte procurando por temperaturas mais agradáveis na Europa ou mesmo nas muitas opções de lazer e compras nos Estados Unidos.

Aos que pretendem fazer as malas neste período formulei um check list de organização com várias idéias para que você economize tempo e algumas centenas de reais.

Ainda posso enumerar como vantagens deste preparo, uma grande festa em torno do evento. Passe um tempo com as crianças vendo no Google os locais que serão visitados, distâncias e opções de lazer.

 

Antes da viagem, planejamento é tudo:

compre a passagem com muita antecedência, isto sempre garante melhores preços;

certifique-se junto ao banco se o seu cartão está habilitado para compras e e saques (caso pretenda usar) no exterior;

habilite um cartão de crédito pré-pago para limitar a quantia que será gasta;

– prepare uma pequena pasta com os documentos indispensáveis na viagem e deixe bem à mão: documento do carro, registro de nascimentos de filhos pequenos, RG de filhos, passaportes. Evite com isto ter que revirar várias malas à procura de um documento que comprove que seu filho é mesmo seu filho;

imprima e coloque nesta mesma pasta as passagens aéreas, as reservas de hotel, de locação de veículo, o contrato com a operadora de turismo que vendeu o pacote, o mapa dos lugares que pretende visitar (caso queira mostrar pro taxista);

– se forem várias pessoas na viagem (família, amigos ou excursão) faça um evento somente para convidados no facebook e trocando dicas dos preparativos com todos os envolvidos, inclusive os pais dos colegas de seu filho;

leve o carro para a revisão;

faça um check list de itens necessários nas malas de todos;

saia mais cedo de casa, é preferível esperar no aeroporto em lugar de desesperar-se no engarrafamento; sem falar nas possíveis multas de trânsito.

 

Na hora de viajar, toda atenção é pouco:

leve uma troca de roupa na bagagem de mão; nunca se sabe se as malas vão viajar junto com você;

coloque frutas e água no carro, para evitar muitas paradas e o risco das frituras em beira de estrada;

– se vai a lugares com grande aglomeração de pessoas, escolha algum item de cor bem chamativa na roupa das crianças. É difícil não ver um boné laranja fosforescente passando pelo corredor;

mantenha objetos de valor próximo ao corpo e evite exibir itens caros;

para passeios e roteiros consulte uma opinião local. O guia turístico na própria cidade visitada pode economizar muito dinheiro e servir de alternativa aos pacotes para turistas” vendidos em sua cidade de origem;

certifique-se com a sua operadora sobre os custos com roaming de telefonia e uso da internet nos smartphones e tablets;

– use skype pra falar à vontade com a família;

 

No retorno, alegria:

cuidado com os limites de compras e itens proibidos nas bagagens;

– se as malas da ida não comportarem o volume da volta, compre malas simples e faça a proteção plástica do aeroporto. Sai mais barato que comprar boas malas que ficarão guardadas até o ano que vem;

agende um taxista conhecido pra pegar você no aeroporto;

peça pra alguém preparar a casa pra sua chegada. Você verá que não tem preço encontrar a casa arrumada e comida quentinha na mesa;

 

Espero que aproveite a férias e tenha uma boa viagem.

Prof º Samuel Marques, advogado consultor em finanças pessoais e professor do curso “Organização Financeira” para OZ!

 


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Organize-se e utilize os juros compostos a seu favor

Os juros compostos podem ser seu grande aliado na busca pela independência financeira. Vimos no artigo “Juros simples e juros compostos, entenda a enorme diferença” (link), a diferença entre os juros simples e os juros compostos, observando o efeito multiplicador dos juros compostos ou ainda o efeito bola de neve como muitos gostam de chamar, pois como os juros sempre se incorporam no valor principal, este vai aumentando e quanto maior, mais juros renderá.

No dia a dia é possível observar, entre os diferentes tipos de investimento, o efeito dos juros simples e dos juros compostos.

Quando o investidor compra um imóvel para alugar e todo mês recebe o mesmo valor pelo aluguel, está observando a rentabilidade com características de juros simples, pois todos os meses o valor recebido pelo investimento será igual. O mesmo ocorre com os investimentos em produtos do mercado financeiro se o investidor resgatar todos os meses a rentabilidade, pois como o investidor não permite que o capital principal aumente, a rentabilidade sempre será referente ao valor principal inicial. Assim se o investidor investe R$ 100.000,00 e recebe R$ 500,00 (0,5%) ao mês, durante 10 anos, ao final de 10 anos ele terá recebido R$ 60.000,00 de rentabilidade.

Por outro lado, se o investidor buscar potencializar os seus investimentos e obter o efeito dos juros compostos, basta aumentar o valor principal investido reaplicando o rendimento, assim, se o investidor aplicar R$ 100.000,00 em título público, com rendimento de 0,5% ao mês, no primeiro mês a aplicação renderá R$ 500,00, e como o investidor não resgatará nada, no segundo mês o investimento renderá 0,5% sobre o valor inicial mais os juros (R$ 100.500,00), ou seja, R$ 502,50 e assim sucessivamente. Mês a mês o montante vai aumentando e, consequentemente, os juros também e ao final de 10 anos o investidor terá recebido R$ 81.939,00 e não apenas R$ 60.000,00.

Logo, é possível observar que a diferença depois de 10 anos é de R$ 21.939,00 reais, aproximadamente 36,5% a mais. Observando o quadro abaixo, é possível verificar a evolução e comparar a rentabilidade desses dois tipos de investimentos.

 

Carollyne Mariano; economista e sócia da Atlas Invest.
   Perguntas e sugestões: carollyne.mariano@atlasinvest.com.br
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Saiba como sair do vermelho no Cartão de Crédito

Quem de nós nunca abriu uma fatura de cartão de crédito e se chocou? Quem de nós alguma vez não comprou determinado produto por causa das pequenas parcelinhas, que muitas vezes são as responsáveis por uma fatura de cartão de crédito assustadora que, pela facilidade ou indução, nos leva a optar por parcelar ou pagar apenas o mínimo da fatura, utilizando do fácil crédito rotativo do cartão, a juros altíssimos.

Certo dia, próximo ao vencimento do meu cartão de crédito, uma funcionária da empresa de cartões entrou em contato comigo perguntando se eu queria parcelar a fatura a juros “baixíssimos” e, mesmo eu dizendo que não tinha interesse, ela insistia com o argumento de que eu poderia usar esse recurso para outras coisas, como viajar, comprar presentes etc.

Fiquei chocada com a proposta que ela me fez, pois se eu fosse uma pessoa leiga, muito provavelmenteiria cair na conversa da funcionária e me prejudicar, achando que não tinha diferença, quando tem e muita.

Atualmente, 30% das dificuldades financeiras dos brasileiros estão relacionadas como cartão de crédito, o que é muito preocupante, pois os juros cobrados giram em torno de 11% ao mês ou  238% ao ano, em média, os mais altos do mercado financeiro.

Mas como podemos nos livrar dos juros avassaladores do crédito rotativo?

Uma saída para quem está endividado com o cartão de crédito é trocar essa dívida a juros altíssimos por outra a juros menores. Recentemente, houve uma grande redução dos juros cobrados pelos bancos para estimular o consumo e diminuir o endividamento das famílias, colocando em patamares mais baixos os juros do empréstimo pessoal oferecido, que giram em torno de  1,8% ao mês.

Para se ter uma idéia do que isso significa,vale analisar a simulação abaixo, tomando como base uma dívida de R$ 4.000,00, por 6 meses no cartão de crédito com taxa de 11% a.m. e a mesma dívida por 6 meses no empréstimo pessoal com taxa de 1,8% a.m.

Note a expressiva diferença entre as duas dívidas e que, com um pouquinho de organização e atenção, utilizando o empréstimo pessoal oferecido pelos bancos, a juros significativamente menores, em apenas 6 meses é possível ter uma economia de R$ 3.029,75.

O cartão de crédito deve ser utilizado como ferramenta de pagamento e jamais como linha de crédito. Entender a diferença das taxas de juros é essencial para sair do vermelho.

 

Carollyne Mariano para a OZ!, economista e sócia da Atlas Invest.
www.atlasinvest.com.br

 


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