Como se organizar com o cartão de crédito

A cada dia é mais simples obter um cartão de crédito. Você deve ter recebido um deles em casa como parte de uma campanha promocional de bancos e lojas e em breve nosso país terá mais cartões do que habitantes.
 Algumas pessoas ficam fascinadas com as facilidades oferecidas pelas operadoras de cartões e acabam fazendo um uso nocivo que pode ser corrigido com um pouco de organização.
 Saiba como organizar a sua relação com os cartões.

Organização começa com um conceito
 Cartão de crédito é um meio de pagamento. Trata-se de uma forma de pagar as contas e não uma fonte de rendimentos.
 Assim como o cheque, o cartão é apenas uma maneira de pagar pelas compras e o limite oferecido pela operadora não representa um aumento na sua rendaTer este conceito em mente evita que você considere o limite do cartão de crédito como um dinheiro “disponível” para gastar.  Para usar cartão sem desorganizar sua vida financeira é preciso considerar que os gastos realizados com o cartão de crédito serão pagos com o seu salário de sempre.
 Por esta razão alguns especialistas recomendam que o limite do cartão não deva ser superior a 50% da sua renda. Assim, depois de paga a fatura do cartão vai sobrar metade do salário para os gastos que não podem ser pagos com este meio de pagamento como escola de filhos, aluguel e outros.

Dicas de organização financeira para quem tem cartão de crédito
Mantenha sigilo da sua senha;
faça compras pela internet em sites de sua confiança;
• Para o caso de perda ou roubo do cartão, tenha anotado o telefone da operadora em uma agenda, no seu computador ou em casa;
Acompanhe os gastos pelos comprovantes em papel e verifique o valor da fatura semanalmente direto no site da operadora;
Nunca use o crédito rotativo;
Nunca faça saques em dinheiro;
Evite ter mais de um cartão, concentre as operações;
Acompanhe e use os pontos do programa de fidelização;
Negocie a exclusão da cobrança de anuidades;

3º A grande dica
A grande dica para usar cartões com segurança e economia é pagar integralmente a fatura na data do vencimento.
Se a situação fugiu do controle, corte o cartão ao meio com uma tesoura. Depois de um tempo você vai reorganizar suas finanças e voltar ao uso do cartão com outra postura.

Autor: Prof º Samuel Marques, advogado consultor em finanças pessoais e professor do curso “Organização Financeira” pela OZ!

 


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Dívida Zero: conheça o segredo

Muitas pessoas têm dívidas. A maioria pode-se dizer. Mas é preciso viver sem dívidas. Eliminá-las por completo.

 Minha proposta é Divida Zero. Quero ajudá-lo a eliminar todas as dívidas. De antemão, quero que saibam que eu não sou amigo íntimo nem inimigo declarado de qualquer dívida. Não é nada pessoal, me entenda. A questão é que elas, as dívidas, insistem em andar sempre muito mal acompanhadas.

Por exemplo, um casal de amigos que vive grudado nas dívidas é formado pela esposa “Despesa Financeira” e o marido “Risco de Inadimplência. Preciso admitir uma fofoca agora: detesto a “Despesa Financeira”. E acredito que você também não goste dela. Você conhece alguém que goste de pagar juros? Eu não conheço. Considerando que a taxa média de juros ao consumidor está atualmente na casa dos 4,5%, uma pessoa que mantém um dívida de 5 mil reais, pagará em média R$ 225,00 por mês somente a título de juros. Não se trata de amortização da dívida, mas apenas juros.

Talvez o consumidor nem se conta de que a dívida está acompanhada da Despesa Financeira. Esta amiguinha da dívida é discretíssima. E muito cruel.
Agora o marido dela também não é flor que se cheire. O “Risco de Inadimplência” apesar do nome charmoso é muito mal educado. E ao contrário da esposa, tão fina e discreta, ele adora um escândalo. Costuma até fazer uma lista pública das pessoas que se envolvem com ele: no Serasa, SPC e Seproc. Uma baixaria .

Além da dívida mal acompanhada, existe também a Dívida mal casada. Recentemente descobriram o maior casal de caloteiros de São Paulo. E eu vou dizer o nome deles pra você: a mulher chama-se “Dívida” e o marido é o sr. “Desemprego”. pensou se a “Dívida de 5 Mil”, num ato impensado resolve se casar com o “Desemprego”? É bom nem pensar.

outras Dívidas, mais moderninhas, costumam rejeitar o casamento e ficam de namorico com um bandido perigoso chamado “Descontrole nos Gastos”. É uma relação meio tumultuada, cheia de brigas e stress. Eu não sei se o sujeito faz parte do PCC, mas este namoro costuma ser muito perigoso.

Você utiliza muito o cheque pré-datado? Está pagando apenas o mínimo da fatura do cartão de crédito? Não sabe quanto gasta com roupas e calçados? Tem pavor de extrato bancário? Compra tudo em 12 pagamentos ou mais?

Então eu acho que as suas Dívidas estão tendo um caso com o “Descontrole nos Gastos”. Tome cuidado. Por essas e outras é que recomendo às pessoas que eliminem suas dívidas. Trata-se de uma atitude que eliminará por tabela a convivência com toda esta gente .

Dívida Zero é um objetivo plenamente alcançável para quem possua uma fonte de renda e tome duas decisões:

1. Não fazer qualquer tipo de dívida nova a partir de hoje
2. Dar prioridade ao pagamento das dívidas atuais

Talvez isto não seja muito fácil de fazer, mas pense bem, vale a pena. Eu ofereço um diploma de dívida zero a cada leitor que me escrever contando a história de como conseguiu eliminar as suas dívidas. Em lugar de dívidas, despesa financeira e risco de inadimplência, não seria melhor ter um dinheirinho rendendo numa aplicação bancária? Eu acho que é. E você?

Prof. Samuel Marques

 


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Como comprar e não se arrepender depois

 Controle financeiro pessoal 

Como comprar e não se arrepender depois?

Você já comprou um produto e depois se arrependeu? Já encontrou no dia seguinte o mesmíssimo artigo por um preço menor? É uma sensação horrível não é?

Quando contamos isto pros amigos eles vêm com o velho clichê “Pesquise antes de comprar”. Mas acontece que fazer pesquisa não é uma atividade muito simples e raramente encontramos instruções, técnicas para realizar esta atividade tão importante nestes tempos de dinheiro curto. Os lojistas também costumam complicar a tarefa oferecendo dezenas de opções de pagamento, com taxas de juros variadas, o que normalmente confunde o consumidor.

Para não se arrepender depois e para garantir que sua pesquisa de preços seja eficaz, tome nota de alguns conselhos úteis:

1º. Pesquise mesmo! A pesquisa de preços é fator de grande economia. Estudo realizado em São Paulo mostrou uma variação de 63% nos preços dos eletrodomésticos à venda nas lojas da cidade. Eu tenho certeza de que comprar qualquer coisa 60% mais barato é um excelente negócio. O que você acha?

2º. Escolha com antecedência a marca e modelo do bem que você quer adquirir. Como você deve saber existem mil preços de geladeira. Você precisa mencionar algo mais específico, como por exemplo: Refrigerador Pólo Norte, modelo Esquimó 3, de 260 litros. Não adianta comparar a geladeirinha Slim com a Duplex que faz gelo instantâneo, concorda?

3º. Exija apenas duas modalidades de preço: à vista e no prazo que você pretende pagar. Por exemplo: peça ao vendedor de todas as lojas para calcular como ficaria o preço à vista no caso de financiar em 12 pagamentos. Pedindo o mesmo prazo de pagamento em todas as lojas que pesquisar, o menor valor de prestação será o menor preço. Independente de qualquer detalhe técnico-financeiro, taxa de juros ou mal humor do gerente.

4º. Use a Internet e o telefone. Economize a famosa sola de sapato pesquisando pelo menos 7 lojas sem sair de casa. Mesmo que você não queira comprar pela internet, use-a para pesquisa de preços. Esta dica é especialmente útil para quem não gosta do assédio de vendedores.

5º. Faça da compra um evento. Envolva a família toda. Fale de matemática com os filhos pequenos, de economia com os adolescentes, discuta as opções com o maridão ou a esposa. Comprar significa desfazer-se de recursos que foram ganhos com muito suor. Será que na sua casa todo mundo sabe disto?

Eu chamo esta atividade de ritual de compra: avise a todos a intenção de comprar o bem, peça a opinião de cada um sobre a necessidade ou não da compra, discuta qual o modelo que se encaixa no gosto e no bolso da família, pesquise os preços e só então compre. Isto vai diminuir bastante as chances de comprar um bem pelo preço mais caro e se arrepender depois.
Agora, se você quiser fazer tudo isto sem um pingo de trabalho, peça para o seu filho adolescente fazer a pesquisa e prometa repassar em dinheiro pra ele, a diferença entre o maior e o menor preço encontrado.

Garanto que ele vai pesquisar até na China comunista.

 


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