7 dicas pra não esquecer das coisas

Quantas vezes você chegou no supermercado e descobriu que esqueceu a lista de compras? Entrou na farmácia e percebeu que não tinha a minima idéia do que foi fazer ? Pior, quantas vezes você esqueceu o aniversário do seu melhor amigo(a)?

Esquecer coisas importantes de vez em quando é normal, acontece com todo mundo, mas esquecer coisas importantes o tempo todo, desculpe, mas é mesmo falta de noção! Sim, falta de noção do quanto isso pode prejudicar a sua vida e a vida das pessoas que você gosta.

Quer parar de esquecer as coisas? A principal dica que posso dar pra é:

Crie o hábito de utilizar uma agenda.Carregue-a sempre com você e acostume-se a anotar tudo. Tarefas, lembretes, compromissos, aniversários, idéias e toda informação que você precisará recuperar em algum momento. A agenda é a melhor memória que uma pessoa pode ter para melhorar sua produtividade no dia a dia. É uma pena, mas muitas pessoas utilizam qualquer pedacinho de papel para anotar informações importantes e não utiliza qualquer tipo de agenda, como demonstra uma de nossas enquetes, respondida por mais de 5000 pessoas. Confira abaixo.

1. Envie a você mesmo uma mensagem. Quando não houver outra possibilidade de registro, “envie-se”uma mensagem de texto , de voz ou mesmo um e-mail. A mensagem ficará registrada até que possarecuperá-la ou transferi-la para sua agenda.
 
2. Utilize uma “caixa de entrada” de anotações. A chave para não esquecer nenhuma ideia ou pensamentoé capturá-los o mais rapidamente possível em uma
caixa de entrada portátil que você mantenha à mão tempo todo. Uma caixa de entrada portátil deve ser pequena, discreta e pronta para uso. Pode ser umgravador de voz, um assistente pessoal digital (PDA) ou um bloquinho de anotações.
 
3. Deixe sua “caixa de entrada” de anotações na cabeceira da cama. Ao dormir nossa mente ainda trabalhaelaborando novas idéias, através dos sonhos ou insights. Se tivermos à mão um gravador, cadernode anotações ou mesmo nossa agenda, este é um bom momento para tirar os pensamentos dacabeça e registrá-los.
 

4. Planeje tarefas rotineiras sempre no mesmo horário.Designe dias certos da semana para fazer certas coisas, como supermercado às segundas, levar a roupa para a lavanderia às terças e assim por diante. O hábito pode ser o melhor amigo da sua memória. Planeje sua rotina diária, semanal e se possível ate mensal! Isso lhe trará mais segurança quanto ao cumprimento das suas responsabilidades.

5. Coloque as coisas num lugar óbvioSempre esquece onde deixou as chaves do carro? Compre um porta chaves e pendure atrás da porta da cozinha ou outro local de fácil acesso, e acostume-se a deixar as chaves quando chega em casa. Coloque um bilhete no espelho do banheiro,te lembrando do remédio que precisa tomar.

6. Amarre um barbante no dedo. bom, bom, essa idéia é antiga e até meio idiota certo? Mas funciona às vezes. Trocar o anel de uma mão para outra, inverter o lado do relógio no pulso etc, pode ajudar quando você precisa lembrar de algo num curto período, por exemplo no espaço de tempo entre sair do trabalho e chegar em casa.

7. Use um Smartphone.Essa é a dica de ouro. Existem centenas de aplicativos voltados à anotações, disponíveis para todos os tipos de smartphones. Além disso, uma vez que seu telefone estará sempre com você, sua agenda ou seu bloco de notas também estarão, facilitando o hábito de anotar tudo e na hora certa. Se você quer saber mais sobre smartphones, faça aqui o downloadgratuito do guia interativo Organize-se com um Smartphone.

O grande Albert Einsten foi certa vez questionado por um reporter: “porque o senhor, que possui uma mente considerada brilhante, precisa de uma caderneta para ajudá-lo a lembrar do seu próprio telefone?” Einsten respondeu: ”pra que vou ficar ocupando minha mente com informações sem importancia, se posso anota-las e depois consulta-las no momento que quiser?”

 

Grande cara esse Einstein!

Organize-se, você pode!

 

 


"Esta matéria pode ser publicada gratuitamente em seu site, jornal, revista ou newsletter, desde que citada a fonte: www.organizesuavida.com.br. Se desejar publicar artigos e informações exclusivas entre em contato."

newsletter

Você é um guardador crônico?

Inúmeras pessoas têm sérias dificuldades para se desfazer de obje­tos, roupas, documentos e “coisinhas”. Que jogue a primeira pedra quem nunca olhou um casaco sem uso anos e se perguntou “Será que eu não vou usar mais MESMO?” Sim! O ato de guardar coisas é comum a todos os mortais. O que muda é o grau em que cada um de nós somos guardadores.

A pedido da repórter da Revista do Jornal da Tarde, Marcela Rodrigues, elaborei um teste para descobrirmos, então, em que grau somos guardadores.
Atreva-se a testar seu apego às coisas. Você pode se surpreender

TESTE: É HORA DE JOGAR FORA?
Pense em algo que você tenha guardado e responda SIM ou NÃO:

1. Você usou este objeto nos últimos 2 anos?
2. Ele ainda serve em você?
3. Você ainda gosta do objeto tanto quanto gostava quando comprou ou ganhou?
4. Você ainda aprecia o estilo ou design deste objeto, ou seja, ele tem a ver com sua personalidade e estilo atual?
5. Este objeto é uma recordação familiar, amorosa ou de viagens?
6. Você tem algum motivo legal, prático ou específico para guardá-lo?
7. Você imaginou a possibilidade de que jamais use novamente o objeto?
8. Você se sente confortável e seguro imaginando-se sem o objeto?
9. Você sente mais satisfação em permanecer com o objeto em desuso do que usar o espaço que ele ocupa para um objeto novo?
10. Você pensou que este objeto pode ser um achado incrível para outra pessoa?

Até 3 NÃO Pessoa padrão: normalmente descarta o que não usa mais, porém é ape­gado a alguns objetos.
De 4 a 6 NÃO Guardador: guarda inúmeros objetos mesmo sem ter certeza de que algum dia lhe serão úteis novamente.
De 7 a 10 NÃO Guardador crônico: não consegue se desfazer de quase nada e man­tém por anos a fio objetos sem utilidade.

Autora: Ingrid Lisboa


“Esta matéria pode ser publicada gratuitamente em seu site, jornal, revista ou newsletter, desde que citada a fonte: www.organizesuavida.com.br. Se desejar publicar artigos e informações exclusivas entre em contato.”

newsletter

5 dicas para viver com simplicidade e organização

O que é simplicidade afinal? Não existe uma teoria sobre o que é ser simples. Isso varia muito de pessoa para pessoaCoisas que são simples pra mim pode não ser pra você. Devemos buscar soluções e alternativas que nos ajude a viver de uma maneira mais simples e organizada, mas sem forçar nossa natureza. O segredo é adotar hábitos que possam contribuir para que a gente alcance o equilíbrio entre nossa vida pessoal e profissional,  de forma prazerosa. Abaixo coloco algumas dicas que podem servir pra você.

1. Faça planos simples – Um plano simples é aquele fácil de ser seguido e que pode ser executado com poucas ações objetivasPor exemplominha meta é ir pra Itália nas férias do ano que vem. Minhas ações poderiam ser: pesquisar qual a melhor época para a viagem, consultar uma agência e escolher o melhor pacote, negociar minha saída de férias na empresa, providenciar os recursos financeiros necessários e organizar a viagem. Esta é uma época propícia para fazer as nossas resoluções de ano novo, mas se não as planejarmos corretamente, corremos o risco de não as realizarmos novamenteVeja aqui o artigo

2. Simplifique seu espaço de trabalho –  Trabalhar num espaço limpo e organizado é fundamental para que possamos manter o foco e ganhar produtividade. Isso não significa deixar tudo arrumadinho ou bonito aos olhos dos outros, mas sim deixar de uma forma que funcione bem pra você. Jogue coisas fora, limpe suas gavetas e organize seus arquivos. Dica: conheça o OZ! Arquivo Mágico. Separe um dia exclusivo para esta atividade e mãos a obra. Veja aqui um guia simples para ajudar você nesta tarefa.

3. Use os recursos digitais a seu favorAssim como uma mesa ou ambiente bagunçado, um computador desorganizado também pode roubar o nosso tempo e prejudicar nossa produtividade. Veja aqui como organizar seu computadorseus e-mails. Considere também a possibilidade de utilizar um Smartphone (Iphone, blackberry, etc) para organizar e simplificar a sua vida. O smartphone pode te ajudar a centralizar todas as informações que você precisa para gerenciar tarefas e atividades, além de oferecer inúmeros outros recursos úteis.

4. Não acumule coisas demaisSimplifique sua vida. Crie o hábito de tirar duas peças de roupa do armário a cada uma nova que comprar. Um armário ou closet entulhado, entre outros problemas, faz com que você perca o controle sobre o que tem e compre coisas desnecessárias. Uma ou duas vezes por mês de uma olhada nas coisas que você não usa mais e separe para doar. Seu vizinho, sua prima ou uma pessoa carente podem estar precisando. Além de roupas, veja também brinquedos, livros, equipamentos esportivos , CDs, Games e todas aquelas bugigangas que caem na sua cabeça quando você abre o maleiro do quartinho dos fundos. Quer uma ideia legal? Deixe algumas dessas coisas que não usa mais no porta-malas do seu carro e ofereça à pessoas carentes quando encontra-las pelas ruas .

5. Concentre-se naquilo que é importante  – Aprenda a fazer uma coisa de cada vez e focar naquilo que realmente importa. O hábito de planejar é importante para ajudar você a ser mais produtivo e evitar o retrabalho. Planejamento não significa necessariamente uma coisa complexa. Uma ótima ideia e que pode facilitar muito a sua vida é utilizar a técnica dos Mapas Mentais. Se quiser conhecer mais acesse esse site ou leia este livro

Organize-se, você pode!

 


"Esta matéria pode ser publicada gratuitamente em seu site, jornal, revista ou newsletter, desde que citada a fontewww.organizesuavida.com.br. Se desejar publicar artigos e informações exclusivas entre em contato."

newsletter

8 Resoluções de Ano Novo que você deveria considerar

Quem bom!  Mais um ano se foi e mais um está chegando. “Neste próximo ano tudo será diferente”, alguns pensam. O problema é que muitas pessoas apenas pensam, mas mesmo possuindo a melhor das intenções, não consegue alcançar suas metas, não consegue colocar em prática aquelas resoluções que definiu. A questão é: por que será que isso acontece, e pior, se repete a cada ano ?

Cada um tem sua própria justificativa não é mesmo? Se você tem uma que seja boa, compartilhe-a conosco, envie um email para mim e sua opinião.
 Na verdade, as razões para deixarmos de fazer algo podem ser muitas e ter diversas origens, mas o que eu posso afirmar é que se você quiser aumentar suas chances de conseguir colocar em prática suas resoluções de ano novo, deve considerar dois pontos:

ATITUDE e ORGANIZAÇÃO
 Apenas tomar a atitude é um grande e fundamental passo, mas sem organização, sem planejamento, a coisa não vai rolar.
 Abaixo descrevo as 8 resoluções de ano novomais conhecidas, mais prometidas e também "mais não cumpridas". Apresento ainda algumas sugestões para facilitar sua execução.

1. Matricular-se em uma academia com saudades do espelho
Dica: Veja nos links abaixo uma lista de academias. Escolha a sua, ligue, informe-se, agende uma aula teste. MEXA-SE!
http://preco2.buscape.com.br/servicos-de-academias.html
http://www.cdof.com.br/academia.htm

2. Fazer uma dieta marcar para iniciar às segundas feiras não tem funcionado não é mesmo
Dica: Procure ajuda, encontre uma motivação que justifique o esforço. Veja estes links
http://minhavida.uol.com.br/HomeMinhaVida.vxlpub
http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/
Organize-se e emagreça
  
3. Fazer aquela viagem que tanto sonha – Se mexa ou vai acabar conhecendo Paris ou Veneza somente pelas fotos!
 Dica: compre revistas, pesquise na internet. Comece a materializar este sonho. Faça um roteiro da viagem que gostaria de fazer, mas no papel, de forma organizada. Faça cotações em agências e tenha uma idéia de quanto iria gastar. Se não tiver dinheiro, defina o valor que pode economizar e o prazo necessário para obtê-lo. Abra uma poupança específica para esta finalidade. Marque na sua agenda datas e ações que vão ajudá-lo a cumprir sua meta. Marque suas férias na empresa onde trabalha.
Dicas para planejar sua viagem
Submarino Viagens

4. Parar de fumar sem comentários
 Dica: neste caso, tomar uma atitude é fundamental. Converse com pessoas que conseguiram parar e encontre uma história inspiradora. Se precisar de ajuda, digite "quero para de fumar" em qualquer buscador, como o google por exemplo, e encontrará dezenas de possibilidades.

5. Quitar todas minhas dívidasnão aumentá-las é um ótimo começo
 Dica: DVD Dívidas nunca mais
5 passos para a saúde financeira
  
6. Aprender alguma coisa nova como falar francês, tocar saxofone, jogar tenis, fazer malabarismo com bolinhas etc –
 Dica: Pesquise , leia mais sobre o assunto. Marque uma data em sua agenda para visitar uma escola, ligar para um curso ou executar as tarefas necessárias para levar adiante seu plano. Faça isso agora!

7. Abrir o próprio negócio
 Ter boas idéias apenas não resolve. Tem que colocar em prática. Veja o site “botar pra fazer”. Começar um negócio entretanto, exige planejamento e alguns cuidados básicos.
 Dica:Você pode conseguir orientação valiosa procurando o Sebrae na sua cidade ou acessando o site do Instituto Empreender Endeavor, onde vai encontrar uma videoteca e uma biblioteca de arquivos muito bacana.

8. Ser mais organizadoessa resolução é minha preferida e acredite, a mais importante
 Dicas: Clique nos links abaixo para conferir:

1. OZ! Arquivo Mágiconunca mais perca papéis e documentos importantes
2. E-book Organização Pessoal – um guia completo para organizar-se com sua agenda
3. Organizadores de armários – organize seus armários de uma vez por todas
4. Cursos de Organização aprenda a organizar-se em casa e no trabalho. Confira nossos programas.
5. Visite a Loja OZ! e veja centenas de produtos, cursos e serviços que podem ajudar na sua organização
6. Adquira o costume de navegar pelo site www.organizesuavida.com.br e você vai encontrar dicas valiosas.

Mas como afinal posso assegurar que eu atinja os objetivos que determinei?

http://www.organizesuavida.com.br/shop/imagemens1/bullet_artigos.jpg Defina poucas metas ou resoluções. Fica mais fácil manter o foco.

http://www.organizesuavida.com.br/shop/imagemens1/bullet_artigos.jpg Coloque tudo no papel. O simples fato de escrever, reforça o compromisso. Mantenha anotações atualizadas em sua agenda ou organizador pessoal.

http://www.organizesuavida.com.br/shop/imagemens1/bullet_artigos.jpg Coloque lembretes em sua agenda, distribuídos pelos próximos meses. Use alarmes se possível.Não possui agenda? Compre uma. Isso é fundamental. Veja aqui uma tabela para ajudá-lo a escolher.

http://www.organizesuavida.com.br/shop/imagemens1/bullet_artigos.jpg Marque uma data. Resoluções sem data definida para acontecer, tem uma grande possibilidade de não se realizar. Defina sempre quando

http://www.organizesuavida.com.br/shop/imagemens1/bullet_artigos.jpg Escreva um "passo a passo".Junto com a definição da sua resolução, escreva as tarefas necessárias ou como pretende fazer aquilo acontecer. Por exemplo, se sua meta for, Viajar para Itália no final do ano que vem. Você deve: 1. Ligar para uma agência de turismo e saber preços e condições,  2. Se não tem dinheiro, definir quanto economizar por mês e abrir uma aplicação específica para isso,  3. Conversar com pessoas que viajaram, recolher dicas e idéias inspiradoras. 4. Programar suas férias no trabalho. E assim por diante.

http://www.organizesuavida.com.br/shop/imagemens1/bullet_artigos.jpg Pense à frente. Não faça sua resolução no dia do ano novo apenas. Feito desta forma a resolução irá refletir apenas um momento particular. Tente separar um tempo calmo e tranquilo, com antecedência.

Seja realista. Defina metas e objetivos que possam ser cumpridos. Não adianta por exemplo, resolver que nunca

Newsletter OZ! Assine grátis

Clique aqui para assinar. O que você receberá em seu e-mail:

 

Organize Home
Saiba como organizar sua casa, facilitar a sua vida doméstica e otimizar o seu espaço. A maioria das donas de casa se queixam de falta de espaço mas a falta de organização representa mais de 50% das causas da desordem e de vários outros problemas domésticos.


Organize Office
Veja dicas para organizar sua agenda, suas tarefas e ter mais produtividade e bem estar no trabalho. A falta de organização está diretamente relacionada com o retrabalho, stress, prejuízos financeiros, ineficiência, a incapacidade de gerenciamento do tempo.

Como se organizar para obter uma dieta balanceada e qualidade de vida

Cuidar da saúde é importante e a boa alimentação é essencial para esse cuidado. Veja as dicas da Dra.Andrea Morales, nutricionista consultada pela OZ!, organize sua dieta e ganhe em qualidade de vida.

Alguns alimentos que devem sempre ser incluídos em sua lista de compras:

1. Frutas frescas: todas da época, também água de coco;
2. Variedade de vegetais de todas as cores;
3. Carnes: bovina, aves, peixe, frescos e com baixo teor de gordura;
4. Incluir: grãos integrais, castanha de caju, gergelim, semente de abóbora ou de girassol pelo alto teor de nutrientes saudáveis;
5. Brotos, grãos germinados (clorofila) também podem ser inclusos para ser consumidos com suco de frutas;
6. Chás naturais de ervas: ex – camomila, erva-doce, hortelã, erva cidreira;
7. Usar, se necessárioaçúcar mascavo com moderação, em caso de suspensão do açúcar por motivos de saúde ou por preferência, usar adoçante a base de stevia;
8. Margarina sempre sem gordura trans e óleo de girassol ou canola são mais saudáveis.

Alguns benefícios de uma alimentação balanceada:

1. Revitalização física;
2. Aumento da resistência imunológica;
3. Melhora da estética corporal, bem como, pele, unhas e cabelos;
4. Melhora o funcionamento digestivo;
5. Beneficia as funções orgânicas, inclusive o coração, prevenindo doenças.

Autora:
Dra. Andrea Abreu  Morales
CRN 10663
Nutricionista e Esteticista
Pós-graduada USPAtividade Física, Saúde e Envelhecimento
 


"Esta matéria pode ser publicada gratuitamente em seu site, jornal, revista ou newsletter, desde que citada a fonte: http://www.organizesuavida.com.br/.
Se desejar publicar artigos e informações exclusivas entre em contato."

newsletter

Dicas para cumprir suas promessas de fim de ano

O início de um novo ano é sempre recheado de novas promessas e desejos não realizados no ano anterior. Veja abaixo algumas das principais promessas de fim de ano:

1. Emagrecer
2. Parar de fumar
3. Economizar mais ou ganhar mais dinheiro
4. Mudar de emprego
5. Viajar
6. Curtir mais a família e os amigos
7. Ajudar o próximo
8. Aprender uma língua
9. Comprar (ou trocar) carro
10. Ter um filho

Seja qual for o seu sonho, siga algumas dicas para realizar seus objetivos:

Quais são as suas dez principais metas?
O primeiro passo é escrever na primeira folha do caderno quais as suas dez principais metas. Podem ser metas de curto, médio ou longo prazo, mas é importante que sejam dez para ativar um pouco a sua criatividade. Lembre-se que uma meta é algo ancançável, tangível e rastreável, ou seja, é algo viável de ser alcançado por você, é algo palpável, pois você conseguirá dizer com toda certeza que o conseguiu e é algo que você possa rastrear de tempos em tempos se está realizando atividades alinhadas com essa meta.

Agora você deve fazer a seguinte pergunta para esta sua lista de dez metas:

Qual dessas metas traria mais benefícios para a minha vida se fosse concluída hoje?
Faça esta pergunta e marque qual meta escolheu, lembrando que você não deve pensar em dinheiro ou em tempo, pois simplesmente deve concluir qual das metas escritas anteriormente é a que tira o maior peso das suas costas se fosse concluída hoje. Podem surgir até duas metas como resposta a esta pergunta poderosa, mas reflita um pouco mais e escolha somente uma delas.

Crie um turbilhão de idéias
Agora, faça uma lista de 20 soluções possíveis para concluir esta meta supondo que também tenha todo o dinheiro e todo o tempo do mundo. Não se preocupe com os problemas e apenas crie as soluções deixando toda a sua criatividade sair da sua mente até chegar a vigésima idéia poderosa e criativa. Pense, repense e escreva uma a uma as suas soluções, pois é muito provavél que as melhores apareçam somente após a décima quinta ou mais.

Agora vem a chave desse processo, pergunte a essas vinte idéias o seguinte:

Qual dessas idéias podem ser colocadas em prática já amanhã?
Passe os olhos por toda a lista e procure por aquela idéia mais fácil, a mais simples ou então a que pode ser delegada a outra pessoa. Você pode sentir um friozinho na barriga por ver que amanhã já pode ser um dia D para você começar a concretizar a sua meta prioritária, mas também irá sentir um alívio nas costas quando verificar que existe uma tarefa muito fácil para ser colocada em prática amanhã que pode salvar a pátria dos seus desejos.

Implemente um ciclo contínuo
Agora que você sabe qual a sua meta prioritária e quais as tarefas que você pode fazer amanhã para já começar a ir em direção a sua meta principal, implemente um ciclo contínuo desse exercício até que cada meta esteja concluída.

Estabeleça tarefas que possam ser realizadas em um só dia e solte a criatividade bolando soluções para os seus problemas. Você irá se sentir como se estivesse correndo uma maratona, mas de tão focado e empolgado em ter dado o primeiro passo, passará a fazer um filtro de toda a sujeira que o impedia de prosseguir.

 


"Esta matéria pode ser publicada gratuitamente em seu site, jornal, revista ou newsletter, desde que citada a fonte: www.organizesuavida.com.br. Se desejar publicar artigos e informações exclusivas entre em contato."

newsletter

Como alcançar a concentração natural

Vamos partir da seguinte observação: meu cachorro nunca se queixou de falta de concentração! Somente ouço esse tipo de reclamações de pessoas que já a tiveram! Creio que não exista melhor definição para o que é uma boa concentração do que o estado de atenção de uma criança ao brincar. Há mestres que passam anos treinando sua mente apenas para resgatar esse estado original de absorção. Esse mesmo estado puro e ágil de focalização, que todos nós já conhecemos e possuímos algum dia, torna-se a “terra prometida” perdida para muitas pessoas.

Assim, para tratarmos desse assunto, devemos levar em conta várias questões vizinhas que considero condicionantes e concorrentes de uma boa concentração. Creio que a primeira delas, já mencionada, é que: TODOS NÓS TEMOS (ou tivemos) UMA EXCELENTE CONCENTRAÇÃO! Em pelo menos um universo de nossas vidas. Essa é uma proposta que repito com freqüência devido à sua importância e ao fato de haverem leitores que não lêem nossos textos em ordem, logo alguns princípios devem estar presentes para dar consistência à argumentação.

Eu, pessoalmente, não sei se você tem excelente concentração para criar, trabalhar, cozinhar, pescar, dirigir seu carro, jogar futebol, costurar, ler, namorar, sonhar, pensar bobagens, ruminar problemas ou reviver suas memórias de bons ou maus momentos! Mas sei que, em pelo menos um setor de sua vida, você conhece esse estado de atenção! Bem, agora então vou recontar mais duas importantes histórias que explicarão melhor como pretendo continuar nosso texto.

Há alguns anos, participei de uma palestra de abertura de um curso de Qualidade Total em que o palestrante, a certa altura, questionou a novidade dos assuntos que expusera até então. Em seguida, afirmou que, de fato, tudo o que tinha dito não possuía nada de novo, exceto talvez o estilo próprio de apresentação das idéias e conceitos. Além dos conteúdos serem bastante comuns e repetitivos, geralmente, também as formas de apresentação estão usualmente apoiadas sobre os mesmos paradigmas didáticos: “Falar sobre…”. Então ele começou a descrever uma longa lista de etapas a serem trabalhadas nos programas de qualidade e o que “deveria ser feito” para que os participantes, empresários e executivos, conquistassem tais resultados.

Nessa, e em tantas outras palestras, ouvi, repetidamente, conjugações verbais muito conhecidas de nossa cultura: “… tem de ser assim…”, “… tem de fazer assim…”, “… deve estar daquele jeito…” etc. E todos aqueles profissionais retornam para tais cursos regularmente para se atualizarem, entretanto nunca colocam tais proposições em prática!

Certa vez, iniciei uma palestra sobre gerenciamento do Stresse, elaborada para um grupo de jovens empresários, com um l-o-n-g-o s-i-l-ê-n-c-i-o. Imaginem: Stresse geral! Então pude trabalhar in loco: seria uma experiência prática. Um dos participantes abriu um jornal durante aquele silêncio. Secretamente me perguntei: “O que esse senhor está fazendo aqui? Ele sabe muito bem gerenciar as próprias tensões interiores!”. Evidentemente, para um grupo dessa natureza, certamente nada adiantaria eu ministrar uma palestra teórica com mais uma longa lista de procedimentos para que aqueles jovens empresários pudessem, além da agenda lotada e dezesseis horas de trabalho diárias (possivelmente), exercitar técnicas de relaxamento para se verem livres dos sintomas do Stresse.

De outra feita, numa palestra sobre identidade e auto-imagem, abri o evento dizendo que eu não era eu! Ou seja, eu não era o palestrante que deveria estar lá. Era, sim, um amigo deste, era um palhaço de profissão (um animador) avisado em cima da hora para ocupar o tempo daquela palestra cujo palestrante estaria ausente. Imagine! Decepção geral: então pude lhes contar que tinha mentido e que quaisquer frustrações que desejemos ter, devem ser previamente muito bem planejadas. Caso contrário, não saberíamos bem exatamente quando senti-las! Com isso, quero dizer principalmente que não pretendo falar sobre concentração, e sim, despertar uma nova compreensão sobre a natureza dessa importante competência da nossa consciência.

Atualmente existem incontáveis livros de auto-ajuda tratando do assunto chamado “poder pessoal” e congêneres. Nestes textos você certamente encontrará várias técnicas de treinamento da vontade, da atenção, da concentração, etc. Porém, se levar em conta que o baixo poder de concentração também pode estar relacionado com o Stresse, rapidamente concluirá que todas essas preciosidades serão muito pouco úteis, pois, assim como a palestra de gerenciamento de Stresse para jovens empresários, estaríamos tentando curar o mal com o mesmo veneno: o excesso de compromissos! Nunca se venderam tantos livros que, em oitenta ou noventa por cento dos casos (segundo estatísticas do perfil do leitor brasileiro), permanecem fechados por falta de tempo para serem lidos! Portanto, não vou “chover no molhado” discutindo mais técnicas.

Em segundo lugar, você deve saber que pode ser muito bom buscar alguma forma de desenvolver a sua própria concentração! Entretanto, o desenvolvimento deliberado de suas faculdades mentais, emocionais ou psíquicas de uma forma não natural, isto é, proporcionada pela própria vida e sua sabedoria em nos ensinar, possivelmente trará juntamente com seus benefícios, algumas “sombras” como subprodutos agregados! Basta você avaliar por si mesmo, quantas pessoas, que você mesmo conhece, não se tornaram meio esquisitas ou estranhas, desenvolveram algumas manias ou se afastaram do convívio com os amigos depois de se envolverem com métodos ou escolas de desenvolvimento psíquico ou mental?

Portanto, considero bastante importante que levemos em conta essas possíveis “sombras”, presentes no caminho daqueles que escolhem o desenvolvimento da mente, quando ainda não estão suficientemente disponíveis para tal jornada. Os subprodutos negativos mais comuns desses treinamentos da vontade e da atenção podem incluir: agressividade, impaciência, ansiedade ou angústia, desinteresse, compulsões e manias, além de alguns sintomas físicos.

Em terceiro lugar, devemos saber que a concentração de um atleta (ou de um guerreiro) pode ser um tanto diferente, em sua forma, daquela de um sábio. Isto é, se lembrarmos que em cada estágio de nossas vidas, vivemos diferentes papéis e expressamos múltiplas formas de ser (arquetípicas), facilmente concluímos que o hábito e o amadurecimento podem transformar o esforço de concentração num interesse natural e genuíno chamado “motivação”!

Desejo dizer aqui que a concentração de um “guerreiro” (refiro-me às experiências de vida em que lutamos com o mundo, independentemente da atividade e da profissão, isto é, quando há algo a conquistar ou enfrentar em nossa vida de ocidentais, pois um guerreiro busca realizar seus objetivos através do esforço, disciplina, obstinação e dedicação exclusivos) pode ser bem distinta da concentração de um “mestre” (também uma figura simbólica ou, se você preferir, arquetípica), que pode obter seus resultados e objetivos com um esforço racional e inteligente, apenas conjugando melhor as forças que possui à sua disposição, com economia e paciência, sabendo esperar a oportunidade adequada para cada intervenção na realidade.

Nessa perspectiva, uma das possíveis formas de desenvolvermos maior concentração seria buscando mais momentos de descontração! Você já observou que quando descansa muito, espontaneamente brota uma vontade maior entrar em atividade ou de fazer algo? Certamente essa é uma conclusão um tanto óbvia, porém pouco útil para a vida moderna! Mas certamente também é uma alternativa inteligente pouco utilizada por aquelas pessoas Stressadas que se queixam insistentemente de falta de atenção. Se você é uma dessas pessoas, já deve ter notado que seu interesse é bastante maior depois de umas boas férias em que teve oportunidade de descansar ou que sua atenção pode ser melhor após uma excelente noite de sono bem dormida! Óbvio!

Depois dessa introdução e contextualização, vamos agora fazer uma analogia que possa nos dar uma nova luz sobre esse assunto. Como eu já comentei em outros artigos, creio que o nosso mundo exterior (fenomenológico) seja um reflexo preciso daquilo que ocorre em nosso mundo interior… Vamos então observar a concentração através de um modelo no qual, talvez, possamos confundi-la com a motivação! Sem perder de vista que a confusão, como já disse tantas vezes, é a mãe da criação, isto é, tanto a dúvida como a incerteza dão espaço para o nascimento de algo novo e criativo! Creio que nada de novo e revolucionário pode germinar onde existem apenas certezas e regras rígidas.

Pensando dessa forma, buscarei encontrar algum vínculo entre a concentração e a motivação. Portanto, vamos começar com uma pergunta: quais você considera serem as principais qualidades de um time vencedor? Seja um time esportivo (futebol, vôlei, basquete, etc), uma escola de samba, uma orquestra, uma empresa ou um país, o que existe em comum entre aqueles que são bem sucedidos? Creio que as respostas incluam motivação, técnica, sorte, determinação, entre outras. Certamente, além dessas, eu incluo sinergia, coordenação e objetivo comum. Todos sabemos que se apenas alguns membros, sejam de um time ou comunidade, estiverem empenhados em um empreendimento ou uma tarefa, o efeito sinérgico de tal equipe não é obtido e os indivíduos sobrecarregados, mais cedo ou mais tarde, colapsam ou abandonam o falso time! Isso, entretanto, não significa que todos os membros de um grupo ou time tenham as mesmas funções ou tarefas, todos devem trabalhar de uma forma coordenada e integrada para que o conjunto opere harmonicamente em busca do objetivo pretendido.

De forma semelhante, aquilo que chamamos de atenção focalizada ou boa concentração não inclui uma absorção tão intensa que seu coração ou sua respiração devam parar! Não, seu corpo deve estar em pleno funcionamento coordenado para que você possa escolher, consciente ou inconscientemente, utilizar suas forças disponíveis e resultantes de um funcionamento orgânico satisfatório na realização de sua tarefa ou objetivo. Para isso existe o nosso “Administrador Interior” (sistema nervoso autônomo), cuja função é coordenar todo o nosso organismo e suas partes e mantê-lo funcionando harmonicamente, o mais independentemente possível de nossas atividades humanas. Embora possam existir experiências ou tensões emocionais, mentais ou psíquicas que interfiram nessa hierarquia e, dado à uma intensa concentração em alguns casos ou problemas, possam comprometer o trabalho e a organização de nosso “Administrador Interior”.

Para ilustrar melhor como esse conjunto de “interesses interiores” (que são mais produtivos caso estejam coordenados – isto é, sinergicamente orientados – ou menos produtivos caso estejam em conflito) condicionam nossa concentração, desempenho ou motivação, vamos admitir inicialmente que a “democracia” seja uma péssima solução para o nosso organismo, suas partes e suas células. Pois é um “regime de poder” no qual podem existir até quarenta e nove por cento de insatisfeitos e potenciais sabotadores! Gosto muito desse exemplo, pois observei em mim mesmo e em vários atletas que treinei, que suas habilidades de concentração estavam também relacionadas com o grau de Stresse nos treinamentos, isto é, quanto mais tensos e extenuantes eram os treinamentos, menor a habilidade de se concentrar na prática dessa determinada modalidade esportiva – como se indicassem uma grande queixa ou reivindicação do próprio corpo pedindo descanso ou mais respeito pelos seus limites!

Além disso, os conflitos que interferem no poder de concentração podem ter outras origens, como nesses dois exemplos que vou descrever a seguir. Foram dois casos bastante ilustrativos de alunos dos meus cursos de desbloqueio para o aprendizado de idiomas estrangeiros, em especial a língua inglesa (“Domesticando o Dragão”). Um deles residira nos Estados Unidos por vários anos com toda a sua família e afirmava que, se um dia falasse bem a língua inglesa, então ficaria definitivamente morando nos E.U.A.! Posteriormente, durante sua participação no treinamento, concluiu que a grande dificuldade de falar corretamente o idioma estava associada a essa afirmação, isso porque no fundo de seu coração, desejava voltar ao Brasil – nesse caso sua dificuldade de aprender era um sistema de segurança que garantia o seu retorno, conforme seus interesses mais íntimos! Somente quando dissociou esses interesses conflitantes um do outro (falar bem o inglês e morar definitivamente no exterior) é que começou a melhorar o seu conhecimento da língua inglesa, isto é, seu bloqueio era um guardião de seu desejo de viver no Brasil.

O outro caso era de um jovem executivo, muito bem sucedido profissional e familiarmente que, no entanto, não conseguia superar o desafio de falar inglês fluentemente, embora estudasse a língua já há vários anos! Ele sempre afirmara que assim que estivesse falando fluentemente o idioma, se mudaria para os E.U.A. por alguns anos para enriquecer sua carreira. Sua esposa também possuía uma carreira promissora e ascendente, porém não desejava tal mudança de país! Desta vez, o bloqueio de aprender inglês era resultado de um interesse mais profundo e genuíno que priorizava a unidade familiar. Quando por fim, descobriu tal tensão interior, e que poderia aprender a língua inglesa sem necessariamente mudar-se de país (e portanto, manter o casamento), pôde aprender com facilidade!

A partir desses exemplos tão comuns, gostaria de admitir que a nossa estrutura interior de vontades e interesses possa ser comparada com o jogo de forças e interesses observados numa empresa, comunidade ou família, compostas de vários indivíduos (que chamarei de subpersonalidades) e intenções (diversas camadas sobrepostas de interesses, desejos e vontades). Tal multiplicidade de identidades, para fins ilustrativos, podem não estar de acordo com algumas de nossas escolhas conscientes, especialmente quando são adotadas como resultados de condicionamentos culturais ou hábitos muito antigos, isto é, sem alguma referência aos seus próprios sentimentos! Dessa forma, já encontrei incontáveis adolescentes reclamando de falta de concentração! Nem todos competem por desejarem visceralmente isso, em muitos casos são estímulos de pais frustrados que projetam nos filhos seus sonhos de atletas vencedores! Em outros casos, como já disse, porque os treinamentos são tão duros e invasivos que seus corpos são prejudicados ou desrespeitados durante os treinamentos ou competições em busca de melhor desempenho.

A essa altura, creio que já tenha ficado evidente que quando desenvolvemos a concentração através do esforço ou do treinamento obstinado, a natureza de algumas das “sombras” que alimentamos consiste freqüentemente dos “excluídos” (“renegados” e “ignorados”), sub-identidades de nossa própria existência interior! Em algumas abordagens ou técnicas de treinamento interior, tais “forças” são tratadas como se fossem alienígenas ou estranhas ao objetivo, aumentando ainda mais uma possível cisão interior! Nesse sentido, em favor de nos habilitar a escolher doutrinas ou técnicas de desenvolvimento pessoal, considero que não existe melhor avaliador de qual caminho devemos escolher do que os nossos próprios sentimentos, desde que saibamos ser sinceros com eles!

Essas sub-identidades são bastante perceptíveis em suas solicitações ou manifestações especialmente naquelas ocasiões em que temos uma grande decisão a tomar e que, no entanto, temos muitas dúvidas a respeito: sendo que cada uma das alternativas está, em geral, bem fundamentada por uma argumentação conflitante. Por exemplo, talvez eu queira tomar uma decisão e tenha uma entre três possibilidades para escolher: minha razão crê que o certo seja escolher a primeira solução… mas meus sentimentos não concordam com isso e preferem a segunda alternativa… ainda assim minha intuição aponta para a terceira! Como tomamos uma decisão dessas? Quem sabe seja casar ou comprar uma bicicleta… Seja comprar ou não algo… Ou mesmo escolher um novo emprego! Perceba que quando estamos vivendo tal confusão e tensão, que antecedem uma grande decisão, em geral, ficamos naturalmente bastante aprisionados (concentrados/confinados/absorvidos) nesses sentimentos, dúvidas ou pensamentos!

Especialmente nessas ocasiões, há uma determinada forma bastante respeitosa, diplomática e sábia de tratarmos de alavancar esses estados espontâneos de absorção, e conseqüentemente, aprimorarmos nossa concentração. De fato, é uma alternativa bem mais trabalhosa, porém de menor esforço e tensão, também é mais lenta e mais natural e, certamente, muito mais duradoura!

Para compreender as condições de tal “negociação interior”, vou lançar mão de uma interessante analogia: existe um modelo de gestão empresarial que nos indica uma solução para lidarmos com os conflitos de interesses de uma forma criativa que é chamado de Sociocracia (inspirado por Gerhard Endemburg, holandês, ex-proprietário de uma bem sucedida empresa familiar de eletrotécnica pesada) que desejou criar uma empresa sem dono, excluindo a si mesmo do comando, da propriedade e da responsabilidade de seu negócio original!

Depois de muitos estudos e consultorias jurídicas, que lhe permitissem adequar suas idéias à Constituição Holandesa, implementou esse sistema de gestão que possui menos níveis hierárquicos e no qual há círculos de decisão e poder cujos participantes possuem voto com peso unitário. O importante para nossa reflexão é que cada decisão era sempre tomada ou por apoio ou por consentimento, isto é, se pelo menos um membro de cada círculo de decisão não concordasse com um projeto ou idéia, seu voto seria respeitado e inviabilizaria tal projeto desde que explicasse suas restrições. Isso porque o sucesso dessa empresa, sem sombra de dúvidas ou motivações pessoais, era interesse de todos (lembre-se que não havia um dono, logo todos eram donos!). De fato, todos viviam daquele negócio e eram co-responsáveis pelo seu sucesso ou sobrevivência.

Assim, qualquer que fosse a restrição, se bem argumentada, garantiria o retorno do novo projeto à mesa de planejamento ou cálculo até que essa restrição fosse considerada, criativamente adaptada, solucionada ou incorporada ao plano. Esse processo adaptativo e criativo se estenderia até que se obtivesse, pelo menos, o voto de consentimento para a implementação do novo negócio. Evidentemente, como qualquer outro modelo de gestão, essa empresa passou por algumas crises, nas quais a coerência e a confiabilidade do sistema foi testada e consolidada e seus princípios de autoridade validados. O que se observou de mais significativo, entretanto, é que a capacidade criativa e de aprendizagem organizacional de tal empreendimento mostrou-se à prova de tiranias, já que cada membro da empresa, desde o chão de fábrica até o círculo de poder mais elevado, estava sinergicamente empenhado em garantir a sobrevivência desse organismo cujas células eram seres humanos! Todos livres para expressão, respeitados e contemplados em suas colaborações.

De fato, diferentes camadas de interesses observáveis dentro de nós mesmos condicionam distintos graus de disponibilidade para a realização de objetivos. Se você admite que não consegue se concentrar adequadamente em determinadas atividades, certamente percebe que está naturalmente concentrado em outra! Não seria possível utilizar isso a seu próprio favor?

Uma sugestão para alinhar esses diversos níveis de interesse que estejam em conflito é descobrir aspectos transcendentes que possam congregar tais sub-personalidades! O exemplo mais conhecido foi apresentado por um grande “guru” e pensador dos negócios, Peter Drucker, que contou que certa vez um sujeito aproximou-se de três trabalhadores que esculpiam e cortavam pedras e perguntou um de cada vez: – “O que você está fazendo?”. Obteve as seguintes respostas: – “Eu estou trabalhando para ganhar algum dinheiro!”; – “Eu estou fazendo o melhor trabalho de corte e encaixe de pedras de todo o país”; – “Eu estou construindo uma linda e enorme catedral!”.

Embora a tarefa deles fosse a mesma, o seu significado era bastante diferente! Tais artifícios podem solucionar ou contemporizar conflitos aparentes de interesses que possuam, em essência, benefícios comuns, seja para o time, para o conjunto, para o indivíduo ou para a empresa (pois, admitimos inicialmente que, enquanto sub-partes de um todo, todos estão empenhados no bem maior).

Conclusões

Seja lá quantas teorias possam ser criadas sobre a concentração, não creio que alguma possa ser mais atraente do que a experiência pessoal de absorção em determinados estados de consciência correspondentes aos nossos estados de excelência! Aqueles estados nos quais o tempo flui de uma forma mais rápida e nós nos sentimos excitados, criativos, produtivos e felizes. Quando isso acontece, podemos desfrutar de uma considerável coerência interior, isto é, a inexistência de conflitos significativos ou, se formos abençoados, uma profunda sinergia inconsciente!

Há entretanto, alguns tipos de atividades que podem nos proporcionar um espectro mais amplo, uma quantidade maior de “estações” mentais ou emocionais (leia mais sobre isso no artigo “Sintonia” publicado nessa “newsletter” no mês de junho de 2002). Tais atividades ou práticas, em geral, expandem nossa consciência, embora possam exigir uma considerável dedicação e tempo de prática. Incluo nessa categoria as diferentes escolas de mentalismo, misticismo ou práticas tais como Yoga, Tai Chi Chuan, Eutonia, Biodança, entre outros. Entretanto, lembre-se sempre que a mão que nos ajuda pode ser a mesma que nos segura!

Sugestões

Considero como uma das melhores formas de desenvolver uma boa concentração de uma forma natural a dedicação deliberada a alguma atividade que proporcione muito prazer: um “hobbie”, seja lá o que for. Quando estiver então absorvido em tal atividade, observe (se conseguir se lembrar) como você se sente e se comporta! A partir dessa constatação, escolha pelo menos um horário diário ou semanal em que você possa treinar essa auto-observação de seu estado mental, físico e emocional durante tais atividades.

Outro grande focalizador de consciência é o aprendizado de algum instrumento musical, especialmente se você gostar de música! No meu caso particular, eu aprendo a tocar bateria apenas com essa finalidade! Talvez pintar, dançar, velejar, fazer esportes sem grande esforço, etc. Escolha sempre algo que possa estimular ambos os hemisférios cerebrais, e não apenas exercícios mentais que exijam esforço de concentração. Se você nunca consegue boa concentração em seu trabalho, então talvez esteja na hora de reavaliar sua carreira profissional – será que é exatamente isso que você deseja fazer pelo resto de sua vida? Caso sua resposta, bastante sincera, seja negativa, então saiba que uma nova profissão já é possível de ser adquirida em um ou dois anos de dedicação. Sugiro que se estiver disposto a fazer tal troca, escolha aquela atividade em que consiga um bom grau de concentração sem esforço, aquela em que o tempo passa bastante rapidamente, para investir nela e torna-la uma nova profissão.

Sugestões para leitura

* David Evans – “Management Gurus” – Penguin Readers
* Eliezer Cerqueira Mendes – “Personalidade Subconsciente” – Pensamento
* Gerhard Endemburg – apostila do seminário de “Sociocracia”
* Connirae Andréas – “Transformação Essencial” – Summus Editorial
* Richard Bandler & John Grinder – “Atravessando” – Summus Editorial
* Richard Bandler & John Grinder – “Ressignificando” – Summus Editorial
* Walther Hermann – Coleção de livros de bolso Histórias que Libertam
* Walther Hermann – apostila do curso de “Concentração Dinâmica”

 


"Esta matéria pode ser publicada gratuitamente em seu site, jornal, revista ou newsletter, desde que citada a fonte: www.organizesuavida.com.br. Se desejar publicar artigos e informações exclusivas entre em contato.”